O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, dia 8, que seu encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ocorrerá no dia 15 de agosto, no Alasca. A confirmação foi feita em postagem na rede Truth Social, na qual Trump afirmou que mais detalhes serão divulgados em breve. A reunião já havia sido confirmada após o Kremlin indicar que os dois líderes se encontrariam em breve.
De acordo com o Wall Street Journal, o encontro deve debater uma proposta apresentada por Putin, que prevê a cessão do leste da Ucrânia, região de Donbass, em troca do fim da guerra. Autoridades europeias e ucranianas demonstraram forte resistência à ideia, afirmando que o plano não inclui compromissos adicionais por parte de Moscou e pode ser apenas uma manobra para evitar novas sanções dos EUA.
Enquanto isso, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de ignorar o ultimato dado por Trump para cessar o fogo. Ele relatou novos ataques aéreos e ofensivas russas, incluindo o lançamento de mais de cem drones contra território ucraniano. Zelensky afirmou manter contato com líderes internacionais para buscar uma posição unificada em prol de uma “paz confiável e duradoura”.
As negociações ocorrem em meio a uma escalada nas tensões entre Washington e Moscou. Recentemente, Trump enviou dois submarinos nucleares após ameaças do ex-presidente russo Dmitri Medvedev e impôs tarifas à Índia por comprar petróleo russo, medida que desagradou ao Kremlin. O republicano assumiu o segundo mandato prometendo encerrar o conflito rapidamente, mas enfrenta impasses diante das exigências de Putin, consideradas inaceitáveis por Kiev.
Putin declarou que deseja a paz, mas mantém como condição a entrega de quatro regiões parcialmente ocupadas — Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson —, além da Crimeia, anexada em 2014, e a retirada da candidatura da Ucrânia à Otan.