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Governadores de direita comemoram ataque dos EUA à Venezuela | Política

Governadores de direita comemoram ataque dos EUA à Venezuela | Política

Governadores de direita no Brasil manifestaram-se neste sábado (3) sobre o ataque dos Estados Unidos à Venezuela nesta madrugada, com a captura de Nicolás Maduro. A ação foi comemorada pelos presidenciáveis, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG).

De maneira geral, todos se manifestaram comemorando a ação do governo de Donald Trump, tratando o episódio como uma “libertação”. Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como pré-candidato à presidência da República, também se manifestou com críticas ao governo Maduro e a lideranças de esquerda.

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As manifestação vão na contramão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para quem os bombardeios “ultrapassaram uma linha inaceitável” e abrem um precedente “extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

Em publicação no X, Tarcísio publicou um vídeo em seu perfil no X. Na legenda, escreveu: “uma ditadura não cai da noite para o dia. Ela corrói as instituições por dentro, pouco a pouco, e quem paga o preço mais alto é sempre a população”.

“Que a prisão do ditador Maduro seja o primeiro passo no caminho da liberdade para a Venezuela”, prosseguiu o governador paulista. Oficialmente Tarcísio diz que disputará a reeleição, mas uma eventual candidatura presidencial ainda não está descartada, segundo aliados próximos.

No vídeo, o governador, afirmou que o dia é “simbólico” pela captura de um ditador “cruel e corrupto” que, segundo ele, corroeu as instituições, custou a liberdade de inocentes, os direitos políticos de opositores e a prosperidade de opositores.

“E tudo isso só foi possível ao longo do tempo que houve conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”, declarou.

“A ação de hoje não devolve o tempo perdido, não apaga as histórias interrompidas, os anos de sofrimento, mas abre uma janela de esperança”, prosseguiu.

Por fim, desejou que em 2026 o povo venezuelano tenha eleições vivas, justas, paz e prosperidade. “A Venezuela agora está vencendo a esquerda e, no final do ano, o Brasil também vence”, completou.

Também na rede social, Ratinho parabenizou Trump pelo o que chamou de “brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela”. “O povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos. Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela”, escreveu o governador do Paraná, também presidenciável.

Caiado, por sua vez, comemorou a ação e desejou que o dia “entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano”.

“Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista. Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país”, declarou o governador de Goiás.

Outro governador de direita que já manifestou interesse em concorrer às eleições para presidente em 2026, Zema se manifestou sobre a captura de Maduro, desejando que a ação “sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento”.

“O chavismo isolou a Venezuela do mundo, destruiu a economia, expulsou milhões do próprio país e mostrou os efeitos trágicos de regimes autoritários. Que a Venezuela possa se abrir novamente, com liberdade, resposanbilidade, democracia e oportunidades reais para sua população reconstruir a própria história”, declarou em publicação no X.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também comemorou o episódio. Em publicação na rede social, disse que os venezuelanos tem motivos para comemorar a ação de Trump e classificou Maduro como um ditador que viola direitos humanos. Afirmou que a América Latina deve se orientar pela liberdade e fortalecer a luta contra o narcoterrorismo e comemorou o dia em que “o povo da Venezuela se libertou da tirania”

“O povo da Venezuela tem motivos para comemorar a ação do presidente Trump. Maduro é um ditador que viola direitos humanos, persegue e silencia opositores. Não respeita os valores democráticos, tão caros a todos nós! A liberdade deve ser o bem maior a orientar as ações dos governos na América Latina. Devemos fortalecer a luta contra o narcoterrorismo que assola o continente. Hoje, o povo da Venezuela se libertou da tirania!”, publicou Castro.

Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), demonstrou preocupação com a escalada da violência. Disse que o regime ditatorial de Maduro é “inadmissível”, mas condenou a violência de uma nação estrangeira contra outra soberana. Segundo Leite, os princípios diplomáticos devem prevalecer, “com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos”.

“Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil”, escreveu o governador gaúcho nas redes sociais.



Valor Econômico

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