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Ibovespa passa por correção e recua; blue chips têm desempenhos mistos no pregão | Finanças

Ibovespa passa por correção e recua; blue chips têm desempenhos mistos no pregão | Finanças

Um movimento técnico de correção afetou o desempenho do Ibovespa na sessão desta sexta-feira. Após duas sessões consecutivas de recordes, o índice adotou um tom mais negativo desde os primeiros minutos do dia, movimento que se manteve até o fim do pregão.

Encerrados os negócios, o Ibovespa cedeu 0,46%, aos 164.800 pontos, após tocar os 165.872 pontos, na máxima do dia. O dia foi de vencimento de opções sobre o índice. Na semana, a principal referência acionária local avançou 0,88%.

No começo da tarde, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que praticamente descartaram o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, para o comando do Federal Reserve (Fed), fizeram o Ibovespa ir às mínimas e tocar os 164.100 pontos. O executivo era visto como um candidato mais “dovish” (menos inclinado ao aperto monetário) para comandar a autoridade monetária. O movimento, porém, não durou muito tempo e o índice logo devolveu uma parte das perdas.

A queda da maior parte das blue chips, no entanto, impediu uma melhora muito forte do índice. No fim, as PN da Petrobras subiram 0,79%, enquanto as ON da Vale encerraram estáveis, com alta de 0,04%, após adotarem um movimento mais negativo durante boa parte da sessão. Outras empresas ligadas a commodities metálicas também cederam no pregão, caso de CSN (-4,42%) e CSN Mineração (-2,46%).

Segundo o analista da Genial Investimentos Igor Guedes, as recentes medidas adotadas pelas autoridades chinesas para restringir a atuação de traders de alta frequência nas principais bolsas de commodities, como a Shanghai Futures Exchange (SHFE), já começam a provocar uma desaceleração nos preços de metais como cobre, estanho, alumínio e zinco.

De acordo com Guedes, a iniciativa, que não afeta aço e minério de ferro, busca reduzir o volume especulativo acumulado nas últimas semanas, impulsionado pelo maior interesse dos investidores por ativos reais. “É possível que a correção tenha apenas começado”, afirma. “Mais efeitos de preço podem surgir nos próximos dias, à medida que os servidores sejam desligados e o volume de negociações de alta frequência diminua. Em tese, isso não tem relação com os fundamentos das commodities”, ressalta.

Além das blue chips de commodities, bancos encerraram mistos: as units do BTG Pactual recuaram 1,23%, enquanto as ON do Bradesco subiram 0,56%.

Já ações mais sensíveis à economia doméstica lideraram as perdas do pregão, pressionadas pela alta dos juros futuros depois de o IBC-Br de novembro ter avançado 0,7%, acima da estimativa mediana de 0,4%. O resultado reforçou a percepção de resiliência da atividade econômica, o que pode adiar o início do ciclo de cortes da Selic.

As ações da Vamos ON responderam pelas maiores quedas, no valor de 9,09%. Os papéis passaram por um dia de correção após dois pregões de alta mais expressiva. Outro papel que registrou um pregão de intensa reprecificação foi o da Direcional. O movimento na construtora ocorreu após a empresa apresentar os números da prévia operacional do quarto trimestre.

Na visão dos analistas do Citi, os números da Direcional mostraram uma boa geração de caixa no quarto trimestre, porém a velocidade das vendas da empresa ficou abaixo do esperado para o período.

Embora o pregão tenha sido de correção para o índice, o Citi avalia que a bolsa brasileira deve manter uma trajetória positiva, com apoio da continuidade da rotação dos mercados desenvolvidos para os emergentes, movimento que tende a favorecer o Ibovespa.

“A combinação de melhora nas revisões de EPS [lucro por ação], suporte contínuo de valuation — com o mercado negociando a cerca de 10 vezes o lucro, abaixo de todos os emergentes, exceto a Argentina — e o aumento da participação do investidor pessoa física deve permitir um desempenho superior”, escrevem os analistas do banco.



Valor Econômico

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