O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que pode deixar o comando do MEC para atuar diretamente nas campanhas de reeleição do presidente Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas. Segundo ele, a desincompatibilização não tem relação com pretensões eleitorais, pois ainda cumpre mandato de senador.
Camilo destacou que qualquer decisão será discutida com o presidente e que sua saída teria como objetivo evitar “retrocessos” no Ceará e no Brasil. Ele afirmou que pretende se dedicar à campanha governista nas eleições deste ano, caso deixe o Ministério da Educação.
O ministro também mencionou dificuldades enfrentadas durante o governo anterior, quando era governador do Ceará, e afirmou que poderia reassumir o mandato no Senado caso deixe o ministério. Segundo ele, a função nacional o mantém distante do Estado, o que justificaria um retorno.
Camilo não informou quando deve oficializar uma eventual saída. Ele afirmou que a decisão deve ser tomada até março e reiterou que seu apoio nas eleições estaduais será para Elmano de Freitas, candidato à reeleição.