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Ibovespa fecha estável sem apoio da Vale, após alcançar marcas históricas | Finanças

Anistia ampla, geral e irrestrita é impossível, diz relator | Política

Após renovar sucessivos recordes e avançar mais de 14.000 pontos em uma única semana – um feito inédito até então -, o Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos nesta segunda-feira e exibiu sinais de uma certa correção em determinados momentos do pregão. Às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, o índice fechou estável, com viés de queda (-0,08%), aos 178.721 pontos, variando entre os 177.694 pontos e os 179.543 pontos.

Segundo dados levantados pelo Valor Data, o Ibovespa nunca havia subido 14 mil pontos em uma semana, isso considerando os números de fechamento. O recorde anterior era de 8.144 pontos visto na semana de 9 de abril de 2020.

As perdas de mais de 2% das ações da Vale pesaram sobre índice e limitaram uma alta da principal referência acionária local, mesmo em uma sessão de ganhos para bancos e Petrobras.

Os papéis da mineradora iniciaram o dia no positivo, mas logo passaram a ceder. Durante a tarde, a queda foi intensificada após a companhia confirmar que houve outro transbordamento de água, agora em uma mina da empresa em Congonhas (MG). Evento semelhante ocorreu um dia antes em operação da mineradora na cidade de Ouro Preto (MG). No fim do dia, as ações da Vale recuaram 2,29%.

Segundo a mineradora, ambos os extravasamentos foram contidos sem feridos e sem afetar as comunidades próximas.

Em nota, a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou hoje que monitora as ocorrências e que poderá aplicar sanções caso identifique irregularidades.

Enquanto isso, na ponta contrária, os papéis PN da Petrobras subiram 0,91%. Já entre os bancos, o destaque ficou para as units do BTG Pactual, que subiram 1,93%. A única exceção entre as instituições financeiras foi das units do Santander, que cederam 0,62%.

Embora o índice tenha adotado um movimento mais volátil hoje, os últimos dias foram históricos para o Ibovespa. O forte fluxo estrangeiro para o mercado acionário local, impulsionado pelo trade de “sell America”, com investidores reduzindo a exposição a ativos americanos, fez o índice avançar 14 mil pontos em apenas uma semana.

Foi um rali histórico na bolsa brasileira e encurtou de forma expressiva o tempo necessário para o Ibovespa avançar a cada intervalo de 10 mil pontos. Para efeito de comparação, o índice levou 1.446 dias — quase quatro anos — para subir dos 130 mil aos 140 mil pontos pela primeira vez, patamar alcançado em 20 de maio deste ano, segundo dados do Valor Data.

No salto seguinte, a aceleração ficou evidente: a passagem dos 150 mil para os 160 mil pontos ocorreu em apenas 29 dias, em 2 de dezembro de 2025, poucos dias antes do anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, que ocorreu em 5 de dezembro.

Já no movimento mais recente, desde que se aproximou dos 140 mil pontos em maio de 2025, o Ibovespa precisou de apenas 248 dias para atingir o nível dos 180 mil pontos na última sexta-feira.

A avalanche de recursos estrangeiros contrasta com a retirada expressiva dos investidores institucionais. Segundo dados da B3, enquanto o alocador de fora aportou R$ 15,7 bilhões em ações brasileiras em janeiro, o institucional retirou R$ 8,8 bilhões.

O estrategista da Meta Asset Management, Alexandre Póvoa, destaca que os investidores institucionais, que incluem fundos de pensão e os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPSs), mantêm alocados cerca de 9% de seu patrimônio em ações, nível próximo ao piso histórico.

Além disso, o profissional ressalta que, nos últimos anos, houve forte retirada de recursos dos fundos multimercados e de ações, movimento observado tanto entre institucionais quanto entre pessoas físicas. Nesse grupo, por exemplo, a alocação em renda variável gira em torno de 7% do patrimônio.

“No caso dos investidores institucionais, o incentivo para investir em ações ainda é muito baixo, com as NTN-Bs pagando acima de IPCA +7% ao ano”, explica Póvoa. “Já para as pessoas físicas, a Selic em 15% e os títulos incentivados acabam drenando praticamente todo o fluxo de investimentos.”

Nesse contexto, ele avalia que “o potencial de entrada de recursos locais na bolsa é enorme, mas para destravar é necessário que tanto a Selic como os juros longos caiam”.

O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 22,0 bilhões e de R$ 31,1 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices subiram: no fim, o Dow Jones avançou 0,64%; o S&P 500 teve alta de 0,50%; e o Nasdaq exibiu valorização de 0,43%.



Valor Econômico

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