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Após Justiça proibir, Textor diz que não cogitou vender dupla do Botafogo

Após Justiça proibir, Textor diz que não cogitou vender dupla do Botafogo

Após a Justiça do Rio de Janeiro proibir o Botafogo de negociar atletas, nesta quinta (29), John Textor comentou os rumores de que estaria tentando vender o volante Danilo e o atacante Montoro para o Nottingham Forest, da Inglaterra.

Em entrevista à Botafogo TV, o empresário garantiu que o clube não cogitou vender a dupla ao time inglês.

O posicionamento de Textor surgiu em meio à especulação de que Danilo e Montoro seriam vendidos para abater uma dívida do Botafogo com o Nottingham, referente ao próprio Danilo.

Informações que circularam na internet indicavam que o negócio poderia ser fechado por cerca de 35 milhões de euros (R$ 217 milhões). Com o abatimento da dívida, o Glorioso ficaria apenas com € 8 milhões (R$ 50 milhões) e perderia os dois jogadores.

“Primeiramente, sobre Danilo e Montoro, posso dizer que a notícia chegou à imprensa assim que a proposta chegou até mim. Eu recebi uma proposta. Claro que me preocupa que essas histórias cheguem à imprensa tão negativamente, vazadas por alguém que gosta de criar divisão entre os torcedores”, afirmou Textor.

Ele reforçou: “A ideia de que nós deixaríamos esses jogadores saírem nesta janela de transferências é absolutamente falsa. Eu não vou assinar uma venda que libere os jogadores neste momento, e isso vale para todos os nossos jogadores fundamentais”.

O empresário também indicou que o Botafogo planeja movimentações no mercado durante a janela de meio de ano, quando o futebol brasileiro será paralisado para a Copa do Mundo.

Textor citou como exemplo a seguir as vendas de Estêvão e Endrick, joias do Palmeiras negociadas para o futebol europeu.

Ele reforçou que Montoro e Danilo não estão à venda na atual janela, mas que o clube permanece aberto a propostas vantajosas que permitam manter os atletas no elenco.

“Eu penso que qualquer proposta com um bom valor, que é substancialmente maior do que nós pagamos, que nos permite manter o atleta no time, jogando pelo clube, da mesma maneira que aconteceu com Endrick e Estêvão. Essas são boas situações, e sempre estamos abertos a boas situações”, acrescentou.

“Também posso falar, na situação do Montoro, que certamente nós buscamos manter um percentual alto dele mesmo depois de ele sair. Mas isso são apenas propostas chegando, que não deveriam sair na imprensa, e estou tendo que responder perguntas sobre coisas que ainda estamos apenas considerando. Nenhum desses atletas está saindo nessa janela”, finalizou o presidente.

Entenda a crise no Botafogo

Em meio a um caos financeiro no Botafogo, que sofreu um transfer ban nos últimos meses, membros do clube associativo do clube já pensam em pedir à Justiça o afastamento de Textor da SAF do clube. 

O empresário já entrou em rota de colisão até mesmo com o seu então braço direito, Thairo Arruda, CEO do Botafogo. O motivo foi a recusa dele em assinar um empréstimo de um fundo à instituição com juros muito altos.

A dívida total da SAF gerida por John Textor já chega a R$ 1,5 bilhão, o que engloba um passivo da antiga associação de R$ 700 milhões. Boa parte desses débitos preveem pagamentos em curto prazo, e têm juros mais altos.

Esse cenário exige urgência na reorganização da empresa, segundo entendimento de integrantes da associação ouvidos pela Itatiaia.

No entendimento de lideranças da associação, a SAF do Botafogo precisa entrar em Recuperação Judicial para equacionar as dívidas contraídas na gestão de John Textor e não inviabilizar a empresa.

O impasse é que uma das condições alinhadas nos bastidores para levar a Recuperação Judicial adiante é o afastamento de John Textor da SAF.

No momento, o norte-americano se sustenta no poder graças a uma liminar concedida pela Justiça do Rio de Janeiro em outubro de 2025. A mesma decisão judicial mantém no cargo o CEO Thairo Arruda.



Revista do Ceará e CNN

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