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Supercopa: CBF explica expulsão de Carrascal e confirma “apagão” no VAR

Supercopa: CBF explica expulsão de Carrascal e confirma “apagão” no VAR

Em nota publicada na noite deste domingo (1), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclareceu questões importantes referentes à arbitragem da final da Supercopa do Brasil, realizada à tarde.

Na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília, o Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0 e se sagrou bicampeão da Supercopa.

Um dos lances capitais do jogo foi a expulsão inusitada de Carrascal, do Flamengo, por cotovelada em Breno Bidon no fim do primeiro tempo. O cartão vermelho só foi aplicado na volta dos times do intervalo.

“Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente”, explicou a CBF.

“Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.”

VAR desligado no segundo tempo

A nota da CBF confirma ainda que o sistema de VAR não esteve em funcionamento durante parte do segundo tempo, entre os minutos 15 e 34, por conta de uma pane elétrica na região do estádio.

Aos 14 minutos, o Corinthians teve um gol anulado, marcado por Memphis Depay. A arbitragem de campo apontou impedimento de Yuri Alberto na origem do lance, e a velocidade da checagem chamou a atenção, por ser um lance ajustado.

“A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes”, informou a CBF.

“A Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida.”

Leia a nota da CBF na íntegra

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que a expulsão do atleta Jorge Carrascal, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa Rei, ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo.

Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado.

Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.

O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo (leia mais ao fim da nota).

A CBF informa ainda que, no intervalo da partida, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na VOR (Vídeo Office Room, a Cabine do VAR).

O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.

A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes.

A Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida.

FUNDAMENTAÇÃO NORMATIVA

O Livro de Regras 2025/26 prevê expressamente a possibilidade de revisão após o reinício do jogo somente em situações específicas, entre elas a possível infração passível de expulsão por conduta violenta:

• Livro de Regras 2025/26 – pág. 159:

Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas somente em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.

• Livro de Regras 2025/26 – pág. 154 (Protocolo VAR – Princípios, aspectos práticos e procedimentos) – Item 1 (Princípios) – Subitem 10:

Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro não pode realizar uma revisão, exceto em casos de erro de identificação ou de uma possível infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.

• Livro de Regras 2025/26 – pág. 75 (Regra 5) – Item 4 – “Revisões após o reinício do jogo”:

Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode somente realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, ou por cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.

Além disso, o Livro de Regras reforça que, ao término de um tempo de jogo, ainda é possível alterar decisão relativa a incidente ocorrido antes do fim desse tempo, desde que o procedimento ocorra dentro das condições previstas:

• Livro de Regras 2025/26 – pág. 71 (Regra 5) – Item 2 (3º parágrafo):

Se, ao término de um dos tempos de jogo, o árbitro sair do campo para se dirigir à Área de Revisão do Árbitro (ARA) ou ordenar aos jogadores que retornem ao campo, continuará sendo possível alterar uma decisão relativa a um incidente ocorrido antes do fim desse tempo de jogo.





Revista do Ceará e CNN

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