Com três nomes disponíveis para a disputa pela Presidência da República, o PSD, partido de Gilberto Kassab, iniciou nesta sexta-feira (6), uma série de agendas pelo estado de São Paulo.
Na capital paulista, durante um debate entre os governadores e pré-candidatos Ronaldo Caiado, de Goiás; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; e Ratinho Junior, do Paraná, temas como a segurança pública, o bem-estar social e privatizações foram abordados.
Os três têm se colocado como opções da direita ou centro-direita para a eleição presidencial, mas ainda não há confirmação oficial de qual deles deve ser lançado oficialmente como candidato pelo PSD.
Em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (6), Kassab disse que essa decisão pode ser tomada antes do prazo determinado pela legislação eleitoral, que é 15 de abril.
“O limite é 15 de abril, mas pode ser amanhã, semana que vem ou daqui quinze dias”, disse.
Durante o debate, os três proferiram críticas ao governo federal em geral.
Segurança Pública
Quando questionados sobre segurança pública, os três, em geral, defenderam o endurecimento de leis contra a violência e uma maior atuação por parte dos estados.
“Eu (se fosse presidente do Brasil) encaminharia uma emenda constitucional muito simples, onde daria aos estados brasileiros a autoridade para legislar em cima de crime contra a vida”, disse Ratinho Junior.
Já Ronaldo Caiado afirmou que, se chegar à Presidência da República, priorizará “a mesma gestão” que fez como governador.
“Para dizer que o Estado não se ajoelha para o crime”, completou.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defendeu que essa pauta precisa ser comandada pela figura do presidente da República.
“Se a segurança pública é um grande tema e é, tem que ser liderado pelo Presidente da República, não adianta dizer que vai escolher Ministério, o presidente tem que puxar para si”, afirmou.
Bem-estar social
Falando sobre bem-estar social e abordando assuntos como a escala 6×1 — defendida amplamente pela gestão Lula.
“Esse é um tema tipicamente petista, eles não tem orçamento e não mostram qual vai ser a capacidade orçamentária de lidar com isso”, disse Caiado.
Já Eduardo Leite disse que, para melhorar a situação do país, é preciso parar de tentar “corrigir” a desigualdade social que já existe e focar nas novas gerações: “Reformatar programas sociais para cuidar das famílias que tem filhos”.
Sobre a escala 6×1, o governador do Rio Grande do Sul disse esperar sim que os trabalhadores possam “trabalhar menos ganhando mais”, mas que antes disso é preciso “aumentar a produtividade” do país.
Ratinho Junior defendeu criar uma “nova geração que tenha capacidade de tocar uma vida sozinha”.
“Temos que libertar essa nova geração que está vindo.”
Eficiência estatal e privilégios do setor público
Quando questionado sobre o assunto, o governador do Paraná disse que o grande problema no Brasil nesse aspecto é que “ele é um grande elefante lendo, pesado e que come demais” e criticou a quantidade de ministérios existentes no país.
“A reforma administrativa tem que ser feita e tem que chamar todos os setores e dizer: a regra é essa e assim será cumprida. Não temos outra saída que não seja essa”, acrescentou Caiado.
Em sua fala, Eduardo Leite criticou os supersalários e defendeu a existência de um teto a ser seguido a risca.
“Concordo que o teto tem que ser um teto, não pode ser um rooftop, não pode ser teto que em cima coloca coisa”, afirmou.
Privatizações
Nesse quesito, Eduardo Leite defendeu que “tudo aquilo que possa ser feito na iniciativa privada” seja feito dessa forma.
Ratinho Junior apoiou a “modernização da máquina pública” e afirmou: “Essa conversa de que não se pode trazer iniciativa privada para o setor público é de quem gosta de trazer nomeações para estatal”.