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Haddad diz que mandou mensagem para Kassab: ‘Gostaria de ouvi-lo’ | Política

Haddad diz que mandou mensagem para Kassab: ‘Gostaria de ouvi-lo’ | Política

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo do PT, Fernando Haddad, afirmou, nesta quinta-feira (9,) que enviou mensagem para o presidente nacional do PSD e ex-prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, e que gostaria de ouvir o dirigente sobre o Estado.

“Eu não cheguei a falar com ele, mas eu gostaria de ouvir o Kassab. Ele tem uma visão política do Estado de São Paulo e tem uma experiência administrativa. Eu gostaria de ouvi-lo. Não temos nada agendado, embora eu tenha mandado uma mensagem para ele, [falando] que eu gostaria de ouvi-lo”, comentou Haddad, em entrevista ao SBT News.

Segundo o ex-chefe da Fazenda, Kassab teria dado uma resposta “simpática”, dizendo que, oportunamente, a conversa poderia acontecer. Foi “uma mensagem de ida e outra de volta”, disse o petista.

Kassab foi secretário de Governo e Relações Institucionais do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal rival de Haddad nas eleições de outubro, até março deste ano. A saída do presidente do PSD do cargo foi marcada pelo estremecimento de sua relação com o chefe do Palácio dos Bandeirantes, principalmente, após ter afirmado que Tarcísio era submisso ao seu padrinho político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O governador chegou a rebater a fala de Kassab publicamente: “Quem fala de submissão não entende nada sobre lealdade, do que é ter amizade, do que é ter valores”.

Outro fator que colaborou com o abalo entre os dois foi o fato de Kassab não ter conseguido emplacar o vice na chapa de Tarcísio, como desejava. O governador tem exposto a aliados que pretende manter o seu atual vice, Felício Ramuth, na vaga. Durante a janela partidária, Ramuth desfiliou-se do PSD e migrou para o MDB paulista.

Haddad justificou seu movimento dizendo que conversa “com todo mundo”. “Eu acho que, para você pleitear qualquer coisa, você tem que ter um bom programa de governo. Eu tenho convicção de que nós vamos apresentar um plano de governo que é melhor do que o que foi feito em São Paulo [por Tarcísio] nos últimos quase quatro anos”.

Além disso, o petista disse, em tom crítico à imprensa, estar muito preocupado com os indicadores de educação, saúde, segurança, investimento e finanças do Estado. “Eu estou muito preocupado, e para a minha surpresa, porque, lendo pelo noticiário, as coisas não parecem tão graves quanto quando eu me deparo [com elas]”.

O pré-candidato também disse não querer fazer “um julgamento precipitado” do posicionamento de Kassab antes de conversar com o ex-prefeito de São Paulo. “Eu não gosto de participar de uma campanha e ser desmentido por um fato. Eu gosto de ter certeza daquilo que eu vou afirmar. Então, eu quero ouvir [o PSD], porque, quando o Kassab era prefeito e lançou o [José] Serra na sua sucessão, eu o ouvi muito. […] Eu ouvi, pacientemente, os esclarecimentos dele sobre a gestão dele. Quando eu fui para o confronto com o Serra, eu tinha muita consciência daquilo que eu podia falar e daquilo que eu não podia falar”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de o PSD apoiar sua pré-candidatura ao Bandeirantes, Haddad disse que não é bom começar uma conversa com expectativas e que quer entender por que Kassab apoiaria Tarcísio depois desses quase quatro anos.

“Qual é a marca ou a vitrine [do Tarcísio]? Qual o indicador ele [Kassab] está olhando para achar que esse governo merece continuidade? [Foi] um governo que não teve aderência aos anseios da população de São Paulo”, prosseguiu.

Perguntado sobre a formação de sua chapa em São Paulo, Haddad brincou que os aliados e ele estão com “um problema”, por terem “gente muito qualificada” no entorno. O pré-candidato a governador, porém, não fez nenhuma declaração sobre quem será escolhido como segundo nome ao Senado, ao lado da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB-SP), nem sobre quem ocupará a vaga de vice.

Hoje, o dirigente nacional do PSB e ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), disputa com a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), a segunda vaga da esquerda para concorrer ao Senado. “Conversei nesta semana com Márcio França e hoje conversei com Juliano Medeiros, presidente da federação Rede-Psol. Todo mundo está entendendo que é uma oportunidade que temos de apresentar nomes nacionais para representar o Estado de São Paulo. Nós podemos pegar os grandes quadros técnicos do Estado, gente capacitada, gente ilibada com ética na política. Gente testada e aprovada”, declarou.

Além disso, Haddad também comentou que tem sido procurado por ex-técnicos do antigo PSDB, sigla que era a principal rival do PT no Estado e na cidade de São Paulo. “Eles se desiludiram com a direita aqui no Estado de São Paulo e querem colaborar com um Estado mais moderno”.

Já sobre a especulação de que a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Teresa Vendramini, conhecida como Teca Vendramini, teria sido convidada para ser sua vice-governadora, Haddad disse que é amigo e admirador dela e que conversou com ela nas últimas semana apenas com intuito de fazê-la ingressar na política.

“Teca faz parte do agro moderno, que não tem vínculo com trabalho escravo, trabalho infantil. [Ela faz parte de um agro] tecnológico, que barateia comida para o brasileiro. Ela é uma liderança, não é um nicho do agronegócio”, avaliou, sem dar mais detalhes.



Valor Econômico

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