Crimson Desert, novo jogo de ação em mundo aberto da Pearl Abyss, chegou em 2026 cercado de expectativa e também de ambição. Ambientado no mesmo universo de Black Desert Online, o título mistura exploração livre, puzzles e combates complexos, acompanhando a jornada do mercenário Kliff em meio a eventos sobrenaturais.
Disponível para PC, PS5 e Xbox Series X|S, o jogo facilmente ultrapassa a marca das 100 horas de conteúdo. Mas toda essa grandiosidade cobra seu preço.
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Logo nas primeiras horas, o jogador se depara com sistemas densos, menus pouco intuitivos e uma curva de aprendizado exigente elementos que reforçam uma proposta mais “hardcore”, mas que também funcionam como barreiras claras.
Afinal, acessibilidade em jogos vai além de menus e opções básicas: trata-se de permitir que mais pessoas possam vivenciar aquela experiência. E aqui surge a pergunta central: até que ponto Crimson Desert consegue fazer isso?
Recursos de acessibilidade em Crimson Desert
Eu gostaria de ressaltar que a acessibilidade se aplica de maneira única para cada pessoa, e essas são minhas impressões como jogador com baixa visão. O objetivo é destacar as opções que estão presentes no jogo e que deixam ele mais inclusivo.
Essa análise foi realizada com uma cópia do jogo cedida gratuitamente pela equipe de assessoria de imprensa do Pearl Abyss para PC.
Interface e legibilidade
Crimson Desert já começa mostrando suas prioridades logo na primeira inicialização. Em vez de apresentar um menu de acessibilidade, o jogo leva o jogador diretamente para a tela de ajuste de brilho.
Dentro das configurações, as opções são bastante limitadas. É possível alterar o tamanho das legendas e reduzir a HUD — que já começa em 100% — mas não há opções mais avançadas de personalização.
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Além disso, o jogo não conta com modo daltônico, reforçando a falta de preocupação com acessibilidade visual.
Legendas
As legendas estão presentes, mas ficam abaixo do esperado para um jogo tão narrativo. Mesmo com a opção de aumentar o tamanho da fonte, o resultado ainda é limitado, com textos que continuam pequenos para quem depende da leitura. Também não é possível alterar cores, fundo ou contraste das legendas.)
Áudio
No áudio, Crimson Desert oferece apenas o básico. O jogador pode ajustar volumes de efeitos, música e vozes, além de utilizar um modo noturno que altera a mixagem de som. Fora isso, não há recursos voltados à acessibilidade.
O jogo não conta com indicadores visuais de áudio, nem ferramentas pensadas para jogadores com deficiência auditiva, como descrições de efeitos sonoros.
Controles
As opções de controle são bastante limitadas. É possível inverter os eixos da câmera e ajustar a sensibilidade, mas não há remapeamento completo de botões dentro do jogo. Também faltam opções mais avançadas de personalização.
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Dificuldade
Outro ponto que impacta diretamente a acessibilidade é a ausência de opções de dificuldade.
Crimson Desert não permite escolher ou alterar o nível de desafio, o que reforça sua proposta mais rígida. Para muitos jogadores PCD, isso pode se tornar uma barreira significativa.
Gameplay e experiência geral
Durante a experiência, fica claro que o jogo não foi pensado com acessibilidade como prioridade.
A combinação de interface minimalista, falta de personalização e ausência de recursos básicos torna a navegação e a leitura do jogo mais difíceis do que deveriam ser — especialmente considerando a quantidade de mecânicas e informações presentes.)
Vale a pena?
No estado atual, Crimson Desert não parece ter sido desenvolvido com foco no público PCD.
A falta de recursos básicos de acessibilidade, somada a decisões de design que priorizam imersão em detrimento da clareza, cria barreiras constantes ao longo da experiência.
Além disso, o jogo pode parecer um pouco desengonçado em alguns momentos algo que pode melhorar com o tempo, mas que reforça a dificuldade inicial.
No fim das contas, Crimson Desert é um jogo ambicioso e interessante, mas que ainda trata acessibilidade como algo secundário. E, em 2026, isso já não deveria mais ser opcional.
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