A trajetória do jogador de basquete mais icônico do Brasil, Oscar Schmidt, que morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, foi relembrada e louvada por autoridades políticas e do esporte nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, em suas redes sociais, mensagem de pesar pela morte do ex-atleta.
Lula disse que o ex-jogador foi um “exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção” e “uniu o país em torno das quadras, com arremessos inesquecíveis e liderança indiscutível”.
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“Sua dedicação elevou o nome do país e fez dele inspiração para gerações de atletas e amantes do esporte. Neste momento de pesar, deixo minha solidariedade à família, aos amigos e à legião de fãs que ele conquistou no esporte”, afirmou o presidente.
Como jogador da seleção brasileira de basquete, Oscar, conhecido como “Mão Santa“, foi tricampeão sul-americano e ganhou a medalha de bronze no mundial da modalidade em 1978, nas Filipinas. Em 1979, ganhou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou.
Em 1987, ele foi um dos protagonistas de um dos maiores feitos do basquete do Brasil: quando a seleção brasileira venceu a poderosa seleção norte-americana na final dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, nos EUA.
Disputou outras quatro olimpíadas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), sempre se destacando como cestinha da competição. Em 2003, Oscar se aposentou das quadras.
Alckmin também prestou homenagem
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, também lamentou a morte de Oscar ao dizer que o Brasil perdeu um dos seus maiores atletas. Alckmin ocupa a chefia do Executivo em função da viagem do presidente Lula à Europa .
“Oscar Schmidt, nosso Mão Santa, não foi só um jogador de basquete, foi uma lenda do basquete mundial”, disse.
O presidente em exercício e também ministro ressaltou que Oscar sempre colocou a defesa do Brasil nas quadras em primeiro lugar e manifestou pesar à família, amigos e fãs.
A morte de Oscar também provocou repercussão no mundo do esporte. A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) lamentou a morte do ex-jogador e destacou que ele representou o símbolo absoluto do esporte e redefiniu os limites do possível dentro das quadras.
“A CBB lamenta com um pesar profundo a perda de um dos maiores ídolos da história do esporte mundial”, diz em nota.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) assinalou que Oscar foi recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete, ao disputar cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1 mil pontos na história da competição, diz o COB em nota.
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, faleceu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba (SP), na Grande São Paulo.
De acordo com a prefeitura de Santana de Parnaíba, Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, “já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida”.
Segundo a assessoria do atleta, a despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento. O atleta enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos.