Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Wollying: a violência silenciosa entre mulheres que a sociedade não pode mais ignorar

O Wollying é uma violência silenciosa que não deixa marcas no corpo, mas provoca feridas emocionais profundas e duradouras.

A violência emocional entre mulheres cresce de forma silenciosa, devastadora e socialmente normalizada, e o silêncio coletivo diante disso já não pode mais ser tratado como algo aceitável.

Durante muito tempo, aprendemos a reconhecer a violência apenas quando ela deixava marcas visíveis no corpo. Mas existe uma violência silenciosa, emocional e profundamente destrutiva que vem adoecendo mulheres no mundo inteiro — muitas vezes praticada por outras mulheres — e que ainda permanece invisível aos olhos da sociedade.

Essa violência tem nome: Wollying.

O Wollying é a violência relacional da mulher contra outra mulher.
Ele se manifesta através de humilhações sutis, julgamentos severos, ataques emocionais, exclusões sociais, ironias cruéis, perseguições psicológicas, tentativas de silenciamento e comportamentos destinados a enfraquecer emocionalmente outra mulher.

 É a violência que não deixa hematomas na pele… mas provoca feridas profundas na alma.

E talvez por isso seja tão perigosa. Porque muitas vítimas continuam sorrindo em público enquanto desmoronam silenciosamente por dentro.

O Wollying acontece nos ambientes corporativos, nas famílias, nos grupos sociais, nas instituições, nas redes sociais e até em espaços que deveriam representar acolhimento e sororidade feminina.

Mulheres sendo invalidadas por outras mulheres.
Mulheres sendo diminuídas por ousarem crescer.
Mulheres sendo atacadas por brilharem.
Mulheres sendo silenciadas por terem voz.

O mais alarmante é que essa violência emocional pode desencadear consequências devastadoras: crises de ansiedade, depressão profunda, síndrome do pânico, destruição da autoestima e, em casos extremos, tendências suicidas.

Sim. Palavras também matam.

A desvalorização constante destrói emocionalmente.
O julgamento cruel adoece.
A exclusão fere.
A humilhação repetitiva aprisiona emocionalmente mulheres que, muitas vezes, passam a acreditar que não possuem valor.

Por isso, o Wollying não pode mais ser tratado como “sensibilidade excessiva”, “conflito feminino” ou “questões pessoais”.
Estamos diante de uma violência relacional séria, cruel e socialmente devastadora, que precisa ser discutida com profundidade, responsabilidade e urgência.

É fundamental que essa temática seja objeto de estudos psicológicos, educacionais, sociais e, sobretudo, jurídicos.

Silenciar diante do Wollying é permitir que milhares de mulheres continuem adoecendo emocionalmente sem acolhimento, proteção ou reconhecimento social.

O livro Mulheres no Combate ao WOLLYING, organizado pelo Instituto Quais de Mim Você Procura, fundado por Katia Teixeira, nasce exatamente como um marco de conscientização e enfrentamento dessa violência silenciosa.

A obra, da qual tenho a honra de ser uma das posfaciadoras, foi levada aos eventos realizados durante a CSW70 e também ao Consulado Geral do Brasil em Nova York, entre os dias 9 e 19 de março de 2026, ampliando internacionalmente o debate sobre uma realidade que precisa deixar de ser invisível.

Nosso objetivo vai além da reflexão.

Queremos conscientizar a sociedade de que nenhuma mulher deve sofrer calada.
Nenhuma mulher deve ser emocionalmente destruída por outra mulher.
Nenhuma mulher deve carregar sozinha dores provocadas pela crueldade, pela inveja, pelo julgamento ou pelo silenciamento.

Toda mulher merece respeito.
Toda mulher merece dignidade.
Toda mulher merece ser acolhida em sua existência, independentemente de sua história, de suas escolhas ou de sua trajetória de vida.

Mulheres foram feitas para gerar vida em múltiplos sentidos:
pela maternidade, pelos sonhos, pela inteligência, pela sensibilidade, pela capacidade de transformar ambientes, pessoas e sociedades. E quem possui a grandeza de inspirar, construir, acolher e transformar o mundo jamais deveria ser vítima de violência emocional.

  • Chegou o momento de romper o silêncio.
  • Chegou o momento de nomear essa dor.
  • Chegou o momento de combater o Wollying com coragem, consciência e responsabilidade coletiva.               

Porque quando uma mulher destrói emocionalmente outra mulher, não fere apenas uma pessoa. Ela enfraquece famílias. Adoece relações. Destrói autoestima. Silencia talentos. E contribui para uma sociedade emocionalmente adoecida.

Mas quando mulheres se unem para proteger, apoiar, incentivar e levantar umas às outras… elas não apenas transformam vidas. Elas transformam o mundo.

Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *