Encontro realizado na GPSE Escola de Negócios reuniu empresários e líderes de mais de 20 cidades do interior paulista e marcou o lançamento de uma estrutura voltada a governança, sustentabilidade e alta performance empresarial
TIETÊ, SP — Toda grande decisão estratégica começa com uma pergunta que nenhum líder precisa responder na solidão.
A GPSE Escola de Negócios sediou nesta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, o lançamento oficial da Mesa do Conselho Tietê, reunindo empresários e líderes vindos de mais de 20 cidades do interior paulista para instalar ritos de governança, sustentabilidade e alta performance.
A proposta nasce ancorada em uma convicção clara: o empresário do interior merece o mesmo nível de estratégia, inteligência de dados e suporte técnico dos grandes centros corporativos. Não como espectador, mas como protagonista de um ativo que vale mais e perpetua o patrimônio familiar.
Do chão da fábrica à governança de elite
À frente da iniciativa está Reginaldo Oliveira, Conselheiro Consultivo com mais de 25 anos de experiência no mercado corporativo, mais de 400 empresas atendidas, passagem como CEO de indústria química nacional e professor universitário por uma década.
Hoje, com sete empresas sob seu portfólio de Conselho Individual — que somam um faturamento anual superior a R$ 400 milhões —, Reginaldo decidiu consolidar em Tietê a estrutura que já é sucesso em Piracicaba.
A história do conselheiro reflete a própria resiliência da região. Filho de Maria Nice do Amaral Santos, ex-empregada doméstica que morou em barraco de madeira e estudou até a 2ª série, Reginaldo iniciou sua jornada profissional aos 13 anos na JUCO (Juventude Cívica de Osasco), sob a matrícula 2804.
A experiência moldou sua visão sobre como a presença no ambiente certo transforma a trajetória de uma vida e de um negócio.
“O Rio Tietê não segue o caminho mais fácil. Ele corre para dentro do estado, onde o trabalho e a produção de riqueza real acontecem. A onda azul presente na identidade da Mesa do Conselho simboliza exatamente esse pertencimento regional. O conselho não é algo importado de fora; é uma estrutura robusta instalada aqui, para as nossas empresas e para as lideranças de mais de 15 municípios que vieram acompanhar esse marco”, destaca Reginaldo Oliveira.
A frieza dos dados e a tensão positiva
Diferente de encontros informais, a Mesa do Conselho Tietê opera como uma sala de governança coletiva blindada, sob protocolo estruturado e focado no diagnóstico frio da ciência dos dados (BI).
Em cada sessão mensal, os empresários analisam o verdadeiro motor dos seus negócios: a sanidade do lucro real, a proteção do caixa e a eficiência da engenharia de perfis comportamentais.
O ambiente introduz a chamada tensão positiva, necessária para desafiar premissas, auditar a rota da empresa e eliminar os pontos cegos gerados pela rotina operacional.
A lógica desloca o empresário da reação cotidiana para uma leitura estruturada do negócio, colocando dados, governança e questionamento estratégico no centro das decisões.
Presença da maior referência em Conselhos do Brasil
O evento de lançamento na sede da GPSE contou com a presença especial de Márcio Giacobelli, fundador do Advisory Board Institute (ABI) e principal autoridade em Conselhos Consultivos no país, chancelando a chegada desse modelo de maturidade de gestão para Tietê, Jumirim, Cerquilho, Boituva, Capivari, Laranjal Paulista e demais polos produtivos presentes na noite.
A presença de empresários de diferentes municípios reforçou uma discussão que ganha espaço também fora dos grandes centros: crescimento empresarial não depende apenas de capacidade operacional. Exige estrutura para decidir, questionar premissas e antecipar riscos.
Do empresário operacional ao arquiteto do legado
A Mesa do Conselho Tietê consolida a transição do empresário que apaga incêndios no dia a dia para o líder que atua como Arquiteto do seu Legado.
A decisão final continua na mão do fundador, mas a caminhada deixa de ser solitária.
Em um ambiente empresarial no qual decisões erradas podem comprometer caixa, patrimônio e continuidade, criar espaços estruturados de confronto de ideias passa a fazer parte da própria maturidade da gestão.
A força econômica do interior não precisa mais significar isolamento estratégico.
A mesa está posta.
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