Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Panvel cresce no digital com canetas emagrecedoras mais baratas e chega a R$ 1,7 bilhão de receita

rede varejista gaúcha Panvel

Ler o resumo da matéria

A Panvel, varejista farmacêutica gaúcha, registrou no terceiro trimestre de 2026 uma receita de R$ 1,7 bilhão, com crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo e-commerce, que representou 46,6% das vendas.

O aplicativo da empresa teve um crescimento de 271%, respondendo por quase 80% das vendas digitais. A companhia também viu um aumento de 20% nas entregas.

As canetas emagrecedoras, especialmente o Mounjaro, contribuíram significativamente para o faturamento, com um crescimento de 68%.

A alavancagem da empresa caiu para 0,8 vez, e o EBITDA ajustado foi de R$ 96,8 milhões, alta de 21,2%. A Panvel inaugurou 14 novas lojas, totalizando 677, com a meta de 700 até o final de 2026.

O CFO criticou a venda de medicamentos com prescrição médica pelo Mercado Livre, considerando-a prejudicial ao setor farmacêutico.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A varejista farmacêutica gaúcha Panvel viu no crescimento de seus canais digitais o principal pilar de sustentação para o avanço em suas linhas financeiras no terceiro trimestre deste ano. No período, a companhia registrou receita de R$ 1,7 bilhão, alta de 15,3% sobre a mesma base de 2025. E quase metade veio do e-commerce.

Do total de volume de vendas entre julho e setembro da Panvel, R$ 792,4 milhões, o equivalente a 46,6% da receita bruta, passaram pelas plataformas online da empresa. O maior destaque foi o aplicativo, que cresceu 271% e respondeu por quase 80% das vendas digitais.

Uma das explicações para este crescimento está no aprimoramento do uso da ferramenta dentro da loja física, sem que o cliente tenha que concluir a compra direto no canal digital.

Na prática, ele pode iniciar pelo app, para aproveitar os descontos do canal digital, e finalizar diretamente no caixa da farmácia. No terceiro trimestre, a companhia alcançou 10 milhões de downloads.

“O cliente que tem o app acaba gerando mais vendas, mas era necessário reduzir um pouco o atrito e facilitar o caminho. A gente descobriu em fazer com que a pessoa possa concluir a compra direto no caixa aumenta o volume de conversão”, diz Antonio Napp, CFO da Panvel, ao NeoFeed.

A sustentação dos canais digitais não se deu somente no avanço do aplicativo. Segundo o executivo, a companhia registrou crescimento acima de 20% no volume de entregas. “Para nós, é menos competição entre os canais e mais com a jornada completa. É importante operar bem dentro e fora da loja.”

A perspectiva do CFO da Panvel é que, até o fim do ano, este volume de vendas pelas plataformas deva crescer ainda mais. “Não temos uma meta específica, mas temos percebido aumento da aderência do uso do nosso app. Isso trouxe mais clientes e aumentou a cesta”, explica.

A venda online teve como impulso o crescimento expressivo de receita vinda das canetas emagrecedoras, que hoje já representam 12% do total do faturamento da Panvel.

Somente no terceiro trimestre, o volume cresceu 68%, incluindo todas as marcas dos medicamentos análogos ao GLP-1. O Mounjaro, tirzepatida da americana Eli Lilly, segue na ponta, em um cenário de estabilidade. Ela ainda representa quase dois terços das vendas das canetas.

No caso da semaglutida, a receita subiu junto com a chegada de novos players, a partir do fim da patente do Ozempic e Wegovy. Em junho, a EMS lançou a Ozivy e, recentemente, a Hypera trouxe ao mercado a Semavy. A Owozy, da Sandoz, e distribuída pela Biolab, também entra no mercado em 2026.

“Crescemos na quantidade e esta tendência está seguindo no quarto trimestre. À medida que o preço da caneta caiu, as quantidades vendidas aumentaram muito mais. Isso significa mais gente nas lojas e nos canais online. E gerou vendas de mais produtos”, afirma.

Esse crescimento na receita ajudou a empresa a reduzir sua alavancagem. No trimestre, a relação dívida líquida versus Ebitda chegou a 0,8 vez, contra 1 vez no terceiro trimestre de 2025. A perspectiva é de cair um pouco mais este índice no quarto trimestre.

Segundo Napp, foi uma combinação de três fatores: o próprio aumento do resultado, e uma disciplina maior na alocação de capital de giro e do fluxo de caixa.

“Também temos sido muito cuidados em relação ao capex. A gente tem uma regra de ouro que é de investir até 50% de nosso Ebitda. Esse é um limite saudável para que a gente não force a barra do endividamento.”

No terceiro trimestre, a Panvel registrou Ebitda ajustado de R$ 96,8 milhões, alta de 21,2% sobre a mesma base do ano anterior. A margem foi de 5,7%, alta de 0,3 ponto percentual. O lucro líquido ajustado foi de R$ 46,4 milhões, crescimento de 35,4%.

Mesmo com a expansão significativa das vendas online, a Panvel não diminui o ritmo de seu plano de crescimento físico. No terceiro trimestre a companhia inaugurou 14 lojas no Brasil, e alcançou 677 farmácias.

Segundo Napp, a varejista vai alcançar o patamar estabelecido de fechar 2026 com 700 unidades. Isso significa que, no quatro trimestre, a rede terá de abrir pelo menos 23 novas lojas.

Este movimento vai ocorrer em conjunto com o aumento previsto no ritmo de vendas no quarto trimestre, especialmente no segmento de higiene e beleza, que teve alta de 12,4% no terceiro trimestre. Os itens de marca própria registram crescimento de 15%.

As vendas nas mesmas lojas tiveram alta de 13,3% no período. A venda média por loja alcançou R$ 837 mil por mês, uma elevação de 10,9% sobre a mesma base do ano anterior.

A exemplo do que disse recentemente Jonas Marques, CEO da Pague Menos, ao NeoFeed, o CFO da Panvel também entende que a recente iniciativa do Mercado Livre em liberar vendas de medicamentos com prescrição médica para sellers é prejudicial para o setor. O anúncio, no fim de setembro, gerou uma queda das ações das varejistas farmacêuticas.

“O Mercado Livre tem gerado muito ruído no setor. A gente acredita que venda de medicamentos é na farmácia, por causa de uma série de regras. E isso não vai mudar. Eles estão fazendo uma bagunça no setor e isso é muito ruim para o mercado”, afirma Napp.

“Eles não têm uma curadoria adequada do que é vendido na plataforma. E no caso de medicamento, não dá para correr qualquer risco”, complementa o executivo.

Com o grande volume de vendas em canais digitais, não há a qualquer possibilidade, segundo o CFO, de a Panvel vender seus produtos na plataforma do Mercado Livre.

“Eles precisam definir se são nossos concorrentes ou parceiros. Se querem ter farmácias e vender, ok. Mas também querem vender via marketplace. E isso não dá. A Anvisa realmente precisa definir estas regras. Ninguém quer impedir, mas tudo precisa ser feito dentro da lei”, explica.

No acumulado de 2026, as ações PNVL3 registram queda de 11% na B3. Em 12 meses, o cenário é inverso, com alta de 12%. O papel fechou em alta de 2,77% no pregão desta quinta-feira, 5 de novembro. A Panvel tem valor de mercado de R$ 1,6 bilhão.



Ceará Agora e Diário do Nordeste

Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *