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A acupuntura tem se consolidado, nas últimas duas décadas, como um recurso terapêutico complementar relevante no cuidado ao paciente oncológico

fonte freepik

Integrada de forma criteriosa aos tratamentos convencionais — como cirurgia, quimioterapia e radioterapia —, ela contribui significativamente para a melhora da qualidade de vida, atuando sobre sinais e sintomas frequentemente debilitantes e de difícil controle.

Estudos clínicos randomizados e revisões sistemáticas demonstram que a acupuntura é eficaz na redução da fadiga relacionada ao câncer, um dos sintomas mais prevalentes e incapacitantes nesses pacientes (Molassiotis et al., 2012; Zia et al., 2017).

Essa fadiga não responde adequadamente a intervenções farmacológicas tradicionais, e a acupuntura atua modulando o eixo neuroimunoendocrinológico, com impacto positivo sobre o estado geral, o sono e a disposição.

Outro campo bem documentado é o controle de náuseas e vômitos induzidos pela quimioterapia. A estimulação do ponto P6 (Neiguan), em particular, apresenta evidência robusta na redução desses sintomas, sendo inclusive recomendada por diretrizes internacionais (Ezzo et al., 2014; National Comprehensive Cancer Network – NCCN, 2023). O mecanismo envolve modulação central do reflexo do vômito e regulação do sistema nervoso autônomo.

O outro problema que acomete 50% dos pacientes oncológicos sob tratamento quimioterápico, é a neuropatia periférica induzida por quimioterápicos. É um quadro de dificil manejo pela Oncologia convencional que tem mostrado bons resultados com a Acupuntura.

A acupuntura demonstrou reduzir dor, parestesias (dormências) e disfunções sensoriais, possivelmente por mecanismos de neuroplasticidade e modulação de citocinas inflamatórias (Bao et al., 2018; Lu et al., 2020).

No contexto hematológico, há evidências de que a acupuntura pode contribuir indiretamente para a melhora de quadros como anemia e imunossupressão, por meio da regulação da medula óssea e do aumento da atividade das células NK (natural killer), fundamentais na vigilância imunológica contra células tumorais (Johnston et al., 2011; Choi et al., 2012).

Arquivo pessoal

Dr. Márcio Luna

Além disso, sintomas como dor crônica, ansiedade, insônia e depressão — altamente prevalentes em pacientes com câncer — apresentam melhora consistente com o uso da acupuntura, promovendo não apenas alívio sintomático, mas também uma recuperação global do bem-estar físico e emocional (Garcia et al., 2013; Hershman et al., 2018).

Importante ressaltar que a acupuntura não substitui o tratamento oncológico convencional, mas atua como uma poderosa aliada, potencializando resultados e reduzindo efeitos adversos, o que frequentemente permite maior adesão às terapias principais.

Com mais de 42 anos de experiência clínica diária, o Dr. Márcio Luna integra à acupuntura uma abordagem terapêutica ampla e baseada em evidências, que inclui fitoterapia, nutracêuticos e outras práticas integrativas e complementares. Sua atuação é pautada pela individualização do tratamento, respeitando as particularidades biológicas e energéticas de cada paciente, sempre em sinergia com a equipe médica responsável pelo tratamento oncológico.

Em um cenário onde a medicina avança para modelos mais integrativos e centrados no paciente, a acupuntura se destaca como uma intervenção segura, eficaz e cientificamente validada, oferecendo suporte real e mensurável àqueles que enfrentam o desafio do câncer.

Sobre Dr. Marcio Luna

Fisioterapeuta graduado em 1985 (FRASCE-RJ), com mais de quatro décadas de experiência clínica, integrando práticas convencionais e terapias complementares. Acupunturista desde 1984, foi aluno do Prof. Dr. Friedrich J. Spaeth, introdutor da Acupuntura no Brasil, consolidando uma trajetória pioneira na área.

Possui pós-graduação em Acupuntura com formação internacional na China (2003 e 2013) e especialização em Neurociências Aplicadas à Longevidade pela UFRJ (2011). É mestre em Ciência da Motricidade Humana pela UCB-RJ (2004).

Ao longo de sua carreira, destacou-se por iniciativas inovadoras e impacto social relevante, como a criação, em 1993, de um serviço gratuito de Acupuntura na comunidade da Rocinha (RJ). Em 1995, organizou e presidiu o 1º Congresso Internacional de Acupuntura, realizado no Hotel Glória (RJ), reunindo 14 palestrantes estrangeiros, todos autores de referência na área.

Foi responsável por trazer ao Brasil, de forma pioneira, o renomado professor Giovanni Maciocia, um dos mais influentes autores ocidentais em Medicina Tradicional Chinesa, com sete obras publicadas.

É reconhecido como um dos pioneiros na utilização do Canabidiol (CBD) aplicado à Fisioterapia e à Acupuntura no Brasil. Atualmente, atua como Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Acupuntura e Shiatsu do IBMTC – Instituto Brasileiro de Medicina Tradicional Chinesa.

Áreas de atuação e expertise:

  • Melhora da performance física, cognitiva e atlética, com foco também na longevidade
  • Práticas Integrativas e Complementares em Saúde
  • Estratégias de anti-envelhecimento
  • Doenças relacionadas ao envelhecimento
  • Doenças neurodegenerativas, complexas e raras
  • Tratamento da dor crônica
  • Terapia canabinoide

CREFITO-2: 6464-F

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