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Após lucros da Nvidia, preocupação com bolha da IA pressiona ações de tecnologia nos EUA | Empresas

Após lucros da Nvidia, preocupação com bolha da IA pressiona ações de tecnologia nos EUA | Empresas

As ações de tecnologia dos Estados Unidos não conseguiram sustentar os ganhos iniciais desta quinta-feira (20), à medida que a alta puxada pela Nvidia perdeu força e as preocupações com avaliações elevadas no setor de tecnologia voltaram ao centro das atenções.

As ações da Nvidia caíam 2,2% após subirem 5% mais cedo, quando seus resultados excepcionais aliviaram parte das preocupações sobre uma possível bolha de IA, embora ainda persistam dúvidas sobre o retorno do enorme boom de investimentos.

O sentimento otimista global perdeu força entre as ações dos EUA por volta do meio-dia, com as fabricantes de chips Advanced Micro Devices (AMD) e Micron Technology despencando 5,8% e 8,3%, respectivamente. O índice Philadelphia SE Semiconductor caía 2,8%.

“O fato de as empresas que vendem semicondutores para alimentar a IA estarem indo bem não elimina a preocupação de que algumas dessas gigantes estejam gastando dinheiro demais na infraestrutura de IA”, disse Robert Pavlik, gestor sênior de portfólio da Dakota Wealth. “Você tem a empresa que se beneficia disso, mas as outras ainda estão gastando demais.”

As ações da Microsoft também recuaram 1,3%, enquanto a Alphabet operava próxima à estabilidade. O índice europeu de tecnologia também perdeu força e fechou com alta de apenas 0,1%, com a holandesa ASML encerrando com ganho de 0,4% após ter subido até 3,2%. Os recibos de ações (ADRs) da TSMC, de Taiwan, caíam 0,6%.

Mais cedo, na Ásia, a SK Hynix fechou em alta de quase 2%, e o índice Nikkei, do Japão, voltou ao patamar de 50 mil pontos, impulsionado por fornecedores de chips e ações ligadas à IA.

CEO da Nvidia, Jensen Huang: demanda “incrível”

Investidores reagiram positivamente depois que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, descartou preocupações sobre uma bolha, classificando a demanda como “incrível” e afirmando que os pedidos se estendem até 2026. “Vemos algo muito diferente de um ciclo hype passageiro”, disse ele, citando a forte integração da Nvidia na computação em nuvem, corporativa e de borda.

Analistas do J.P. Morgan afirmaram que “em meio à onda de preocupações antes dos resultados, a Nvidia entregou não apenas números sólidos e um guidance forte, mas um desempenho acima das expectativas, superando até as projeções mais otimistas. Em nossa visão, isso comprova a forte execução ao longo da vasta e complexa cadeia de suprimentos da Nvidia.”

Enquanto alguns celebraram os resultados positivos como prova de que o boom da IA segue sólido, outros apontaram riscos externos ligados ao capex e financiamento dos clientes da empresa, bem como desafios na expansão de data centers devido a restrições energéticas e escassez de chips de memória.

A Nvidia também depende fortemente de um número limitado de clientes, e a natureza cada vez mais circular de alguns acordos tem levantado preocupações, especialmente enquanto startups de IA lutam para gerar lucros suficientes para justificar bilhões de dólares em investimento.

Mesmo assim, o papel da empresa como símbolo da revolução da IA a tornou a única do mundo a ultrapassar US$ 5 trilhões em valor de mercado, após uma disparada de mais de 1.190% nas ações nos últimos três anos.

Apesar da volatilidade, a Nvidia acumulava queda de quase 8% em novembro. Contudo, no ano, ainda sobe mais de 36%. Seu múltiplo P/L projetado em 12 meses está em 28,44, abaixo dos 35,70 da AMD e muito inferior aos 62,38 da Intel.

Os resultados marcaram a primeira aceleração da companhia em sete trimestres, impulsionada por vendas crescentes no segmento de data centers. A previsão de receita superou estimativas, e as margens devem se manter na casa dos 70% até o ano fiscal de 2027.

“A demanda ainda supera a oferta, com as big techs e fabricantes de servidores comprando agressivamente”, disse Bob O’Donnell, analista chefe da Technalysis Research.



Valor Econômico

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