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C6 Bank cresce carteira de crédito e lucra R$ 2,46 bilhões

C6 Bank cresce carteira de crédito e lucra R$ 2,46 bilhões

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Em 2025, o C6 Bank reportou um lucro líquido de R$ 2,46 bilhões, um crescimento de 8,5% em relação a 2024, e alcançou 40 milhões de clientes. A receita líquida foi de R$ 9,2 bilhões, alta de 15%, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 45%. A carteira de crédito cresceu 49%, totalizando R$ 89,3 bilhões, com 80% dos novos empréstimos sendo colateralizados. A inadimplência acima de 90 dias aumentou para 2,9%. Kalim prevê crescimento contínuo da carteira em 2026, focando em empréstimos garantidos. Ele não antecipa mudanças significativas no cenário macroeconômico e afirma que o C6 Bank permanecerá privado, sem planos de abrir capital, apesar do interesse dos acionistas em continuar no negócio.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Mais avesso aos holofotes, Marcelo Kalim, cofundador e CEO do C6 Bank, começou a assumir o papel de porta-voz do banco digital no fim de 2023. O período coincidiu com os primeiros indícios de um roteiro que se materializou em 2024, com a entrega do primeiro lucro anual da operação.

Foram pouco mais de cinco anos para que o banco, fundado em 2019, alcançasse a marca. Mas agora, doze meses depois de anunciar que tingiu seu balanço de azul pela primeira vez, a empresa está reafirmando essa virada de chave.

O C6 Bank encerrou 2025 com um lucro líquido de R$ 2,46 bilhões, o que representou um crescimento de 8,5% sobre a cifra reportada em 2024. E, segundo Kalim, esses e outros indicadores são apenas mais um capítulo daquilo que o banco já vem escrevendo nos últimos anos.

“Fica até um pouco chato e enfadonho repetir a mesma coisa para quem nos acompanha há mais tempo, pois tudo o que dissemos que ia acontecer, aconteceu”, diz Kalim, ao NeoFeed. “Nós não mudamos muito o discurso, mas esse é o ponto principal – mostrar a consistência do que vínhamos falando.”

Entre outros argumentos que reforçam essa nova “rotina”, o C6 Bank fechou o ano com 40 milhões de clientes – contra 35 milhões, em 2024, e apurou uma receita líquida de R$ 9,2 bilhões, alta de 15%. Já o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 45%, ante 60%, um ano antes.

“O ROE foi menor devido ao avanço grande da carteira de crédito”, diz ele. “E esse salto da carteira é um detrator de resultado no novo modelo de contabilidade do IFRS. Mas, mesmo assim, alcançamos um ROE elevado e uma base grande de carteira, que é um lucro embutido para os próximos anos.”

Em números, a carteira de crédito expandida teve um salto, em base anual, de 49%, para R$ 89,3 bilhões. Desse total, 45% foram reservados para crédito consignado, 28% para financiamento de veículos e 14% para empréstimos no segmento de pessoa física.

A taxa de inadimplência acima de 90 dias saiu de 2,6%, no fim de 2024, para 2,9%, no ano passado. Já as despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD) foram de R$ 2,51 bilhões, contra R$ 1,91 bilhão, um ano antes.

Nessas duas linhas, o C6 Bank também ressaltou o impacto da nova regulamentação contábil, que, entre outros pontos, estabelece que os bancos devem provisionar parte das perdas futuras por meio de modelos de probabilidade e não apenas após os eventuais calotes se concretizarem.

Em outros números de 2025, as despesas operacionais foram de R$ 4,16 bilhões, contra R$ 4,55 bilhões em 2024. O total de captações cresceu 36%, para R$ 108,3 bilhões. Já o índice de eficiência – que mede o custo de um banco para gerar receita – foi de 45%, ante 57% no exercício anterior.

Para 2026, Kalim diz que o banco continuará crescendo sua carteira. Mas que, em linha com o discurso adotado nos últimos anos, essa expansão seguirá muito focada em empréstimos colateralizados (com garantia), que, em 2025, representaram 80% do crédito originado, ante 77% em 2024.

“Vamos continuar focando em pessoas físicas, pessoas jurídicas, consignado, veículos e home equity”, diz. “A única novidade aqui é o consignado privado, que já foi bastante relevante no último trimestre de 2025 e vai ser muito relevante nesse ano.”

Kalim também não vê grandes mudanças no cenário macroeconômico, especialmente em fatores que podem impactar os negócios e a estratégia do banco, como crescimento do País, taxa de juros e desemprego.

“Todas essas questões estão na mesma toada que tivemos nos últimos anos”, afirma. “A notícia mais positiva, talvez, é que vamos entrar num pequeno ciclo de queda de juros. Mas nada de muito relevante. Não acho que eles vão chegar em um nível tão baixo que traga algum tipo de crescimento.”

Esse tom mais “previsível” também se estende quando ele é questionado a respeito da nova leva de bancos digitais brasileiros abrindo capital nos Estados Unidos. Neste mês, o Agibank deve seguir o mesmo caminho do PicPay, que percorreu esse roteiro na semana passada.

Além da dupla, o Nubank já tem suas ações listadas na Bolsa de Nova York desde 2021. Um ano depois, foi a vez do Inter de cumprir esse roteiro. Com isso, na prática, o C6 Bank é um dos poucos bancos digitais do País a se manter privado. E não há perspectivas de que esse status mude.

“Ser uma companhia aberta ou não diz respeito à estrutura de capital e à vontade dos acionistas continuarem ou não na operação”, afirma Kalim. “E, nesse momento e num futuro próximo, e também longínquo, eu não vejo mudança na nossa estrutura de capital”.

Ele ressalta que os acionistas do C6, entre eles, o J.P. Morgan, estão capitalizados. E acrescenta. “Nossos acionistas têm interesse em continuar no negócio e, se precisarmos de recursos, eles podem nos fornecer. Mas esse não é o caso. Inclusive, vamos, provavelmente, começar a distribuir capital.”



Ceará Agora e Diário do Nordeste

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