A Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE) abriu o processo de seleção para contratar empresas responsáveis pela implementação de internet de alta velocidade e energia solar em escolas rurais em diferentes regiões do país. O edital é de abrangência nacional e representa um dos movimentos mais relevantes do ano para ampliar conectividade, modernizar unidades de ensino e promover eficiência energética por meio de fontes limpas.
O documento oficial da seleção escolheu a plataforma da Nimbi como sistema obrigatório para o envio das propostas técnicas e comerciais. A decisão reforça o papel da empresa como infraestrutura tecnológica de referência para grandes programas públicos e iniciativas que combinam educação, inovação e impacto social.
A iniciativa da EACE tem como objetivo ampliar o acesso à internet em escolas localizadas em áreas remotas, garantindo aos estudantes condições mais igualitárias de aprendizagem. Além disso, prevê a instalação de sistemas de energia solar para reduzir custos operacionais, fortalecer a sustentabilidade das unidades e permitir que recursos antes destinados ao consumo de energia sejam realocados para outras necessidades pedagógicas.
A chamada integra a Fase 5 do projeto Aprender Conectado, que prevê investimento de 1,3 bilhão de reais para levar banda larga a mais 16,3 mil escolas da educação básica em regiões remotas. Os fornecedores selecionados serão responsáveis por serviços integrados, incluindo instalação de redes internas e externas, fornecimento de banda larga com planos entre 50 Mbps e 1 Gbps e implantação de soluções de wi-fi para áreas administrativas e pedagógicas.
A seleção inclui ainda a contratação de sistemas fotovoltaicos off grid para 341 escolas em todo o país. Os kits variam entre 250 kWh por mês, 303 kWh por mês e 325 kWh por mês, com autonomia mínima de 36 horas e todos os equipamentos necessários para instalação elétrica interna. A iniciativa garante operação contínua mesmo em unidades sem acesso à rede elétrica convencional.
O programa reforça o compromisso do Governo Federal em expandir a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. Desde sua criação em 2022, o projeto já beneficiou 11,2 mil escolas, incluindo instituições sem energia elétrica que passaram a utilizar sistemas solares. Os recursos são provenientes do edital do 5G, que destinou 3,1 bilhões de reais ao programa.
A escolha da plataforma da Nimbi garante maior segurança, padronização e rastreabilidade em todas as etapas do processo de contratação. A solução de procurement digital centraliza documentos, automatiza fluxos e oferece mecanismos robustos de governança, o que aumenta a competitividade entre fornecedores e reduz riscos para a administração pública.
Para a Nimbi, participar de uma iniciativa desta dimensão consolida o posicionamento da empresa como um dos principais hubs tecnológicos do país para processos de compras estruturados e de alta responsabilidade. Além da presença consolidada no setor privado, a atuação em programas públicos amplia a contribuição da empresa para projetos sociais que utilizam tecnologia como motor de transformação.
Carolina Cabral, CEO da Nimbi, destaca que a tecnologia é um elemento essencial para reduzir desigualdades educacionais e acelerar o desenvolvimento de comunidades rurais. “A Nimbi se sente honrada em apoiar um programa com impacto tão significativo. A digitalização dos processos de contratação permite mais eficiência, mais transparência e mais controle. Quando unimos tecnologia, educação e sustentabilidade, conseguimos acelerar mudanças reais e ampliar oportunidades para milhares de estudantes”, afirma.
A executiva reforça que a utilização da plataforma contribui diretamente para melhorar a governança dos projetos financiados pela EACE. “Ao centralizar todas as propostas em um ambiente único, reduzimos inconsistências, garantimos critérios iguais para todos os participantes e fortalecemos a integridade do processo. A inovação precisa caminhar junto com a responsabilidade, especialmente em projetos de grande impacto social”, completa Carolina.
O edital prevê que os fornecedores selecionados serão responsáveis tanto pela infraestrutura de conectividade quanto pela implementação dos sistemas fotovoltaicos. Com isso, o programa atende duas agendas prioritárias: a modernização da educação brasileira e o avanço das metas nacionais de sustentabilidade, especialmente em regiões onde o acesso à tecnologia ainda é limitado.
A expectativa é que o projeto gere benefícios de longo prazo para estudantes, professores e comunidades inteiras. Com internet de qualidade e energia sustentável, as escolas ampliam seu potencial pedagógico, fortalecem atividades complementares e reduzem significativamente os custos operacionais, o que permite novos investimentos em estrutura e material didático.
As empresas interessadas em participar da seleção devem enviar suas propostas até 30 de novembro, às 18 horas, diretamente pela plataforma da Nimbi, que também disponibiliza a RFP com todas as orientações detalhadas. O cronograma prevê análise, qualificação e recebimento das propostas até 6 de dezembro, além de etapas de negociação e contratação entre janeiro e fevereiro de 2026.
“O programa marca um passo importante na modernização dos processos públicos de contratação e evidencia o papel crescente da tecnologia no avanço da educação e da sustentabilidade no Brasil”, comenta Carolina Cabral. Segundo o Ministério das Comunicações, conectar escolas rurais significa reduzir isolamento social e ampliar o acesso à inovação e a serviços básicos, fortalecendo o desenvolvimento regional.