A Ultrapar, dona das marcas Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 256 milhões no quarto trimestre de 2025, 71% abaixo do ganho apurado um ano antes. De acordo com a companhia, o resultado inclui o efeito negativo de R$ 183 milhões da baixa de ativos, principalmente da navegação costeira, que teve a venda concluída em novembro.
O quarto trimestre de 2024, disse a empresa, incluiu o efeito positivo de R$ 711 milhões de créditos fiscais extraordinários e o efeito pontual negativo de R$ 124 milhões do imposto de renda diferido do KMV (programa KM de Vantagens).
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“Excluindo-se os efeitos extraordinários mencionados, o lucro líquido teria sido R$ 439 milhões, crescimento de 49%, refletindo o resultado operacional recorde do período, apesar da maior depreciação e amortização e do pior resultado financeiro”, disse comunicado da holding, que acompanha o balanço.
No período, a receita líquida da holding do grupo Ultra subiu 7%, para R$ 37,97 bilhões. Na mesma base de comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado recuou 34%, para R$ 1,56 bilhão. Já na métrica recorrente, o Ebitda ajustado subiu 36%, para R$ 1,74 bilhão.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 556 milhões no quarto trimestre de 2025, uma melhora anual de 66%.
A Ultrapar encerrou o mês de dezembro com dívida líquida de R$ 12,14 bilhões, em comparação a R$ 12,04 bilhões em setembro de 2025.
Ao fim do quarto trimestre, a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em 12 meses, estava em 1,7 vez, a mesma de três meses antes. Segundo a empresa, a manutenção da alavancagem e do patamar de dívida líquida ocorreu mesmo após o pagamento antecipado de R$ 1,08 bilhão em dividendos em dezembro. Excluindo esse efeito, a alavancagem teria sido 1,5 vez.
Entre os destaques do período estão a divulgação do plano de investimentos orgânicos da Ultrapar de até R$ 2,6 bilhões para 2026, destinados à expansão, sustentação, segurança e eficiência dos negócios, além de marcos relevantes no enfrentamento às práticas ilegais no setor de combustíveis, com a aprovação do devedor contumaz e da monofasia da nafta, que fecha brechas fiscais no comércio de nafta e fortalece o combate a fraudes no setor de combustíveis.
No acumulado de 2025, a companhia teve lucro de R$ 2,54 bilhões, estável em relação a 2024. As receitas subiram 7% entre os dois anos, para R$ 142,47 bilhões.
O volume vendido pela Ipiranga, subsidiária da Ultrapar, subiu 7% no quarto trimestre de 2025, para 6,44 milhões de metros cúbicos, com a recuperação do mercado em meio ao avanço no combate às irregularidades no segmento de combustíveis.
A receita líquida no período foi de R$ 32,12 bilhões, alta de 6% na comparação anual, refletindo o maior volume de vendas no período.
O Ebitda ajustado no quarto trimestre de 2025 foi de R$ 1,16 bilhão, baixa de 37% na comparação com o mesmo período de 2024. Já na métrica recorrente, o Ebitda ajustado subiu 26%, para R$ 1,06 bilhão, explicado por maiores volumes e melhores margens, decorrentes de recomposição do mercado em meio ao avanço no combate às irregularidades.
A margem Ebitda ajustada recorrente foi de R$ 165 por metro cúbico, alta de 18% na mesma base de comparação.
No acumulado de 2025, a companhia vendeu um volume de 23,92 milhões de metros cúbicos, estável em relação a 2024. As receitas subiram 5% de um ano para outro, para R$ 127,63 bilhões.
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