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Lucros da Ford aumentam apesar do impacto da greve da UAW

Lucros da Ford aumentam apesar do impacto da greve da UAW

Os lucros da Ford aumentaram no terceiro trimestre, informou a empresa nesta quinta-feira (22), um dia após chegar a um acordo provisório para encerrar uma greve de quase seis semanas do sindicato United Auto Workers (UAW).

A empresa obteve lucro ajustado antes de juros e impostos (ou EBIT, na sigla em inglês) de US$ 2,2 bilhões, ante US$ 1,8 bilhão no ano anterior. Ainda assim, o resultado ficou abaixo da previsão de US$ 2,6 bilhões feita por analistas consultados pela Refinitiv.

A receita da empresa também cresceu 11%, para US$ 43,8 bilhões.

A empresa chegou a um acordo provisório com o UAW na quarta-feira (21), abrindo caminho para o fim da greve iniciada em 15 de setembro. Os 16.600 trabalhadores em greve da Ford devem retornar ao trabalho em breve, embora a data exata dependa da retomada das atividades em cada fábrica.

Cerca de 45% da produção da empresa estava paralisada, já que o sindicato havia ampliado o alcance da greve para três das fábricas de montagem. Mas, quando a greve começou, apenas uma das fábricas havia sido fechada nas duas últimas semanas do trimestre incluído no relatório desta quinta-feira (22).

O diretor financeiro da Ford, John Lawler, afirmou que a greve reduziu o EBIT em cerca de US$ 100 milhões no terceiro trimestre, que acaba de ser concluído. A empresa também informou que provavelmente perdeu a oportunidade de produzir e vender os 80.000 veículos que havia planejado para o ano, o que reduzirá o EBIT anual em cerca de US$ 1,3 bilhão.

A Ford retirou a projeção para o restante do ano devido à incerteza causada pela greve, embora a maioria dos trabalhadores esteja perto de retornar ao trabalho e o impacto geral do novo acordo trabalhista já possa ser estimado. Lawler disse que ainda há incertezas decorrentes da greve, incluindo a fluidez da retomada das atividades nas fábricas e a rapidez com que os fornecedores da empresa voltarão a operar e a fornecer as peças das quais a Ford depende para a produção de veículos.

Os 57.000 membros do sindicato UAW na Ford receberão um aumento salarial imediato de 11% assim que o acordo for ratificado, e aumentos salariais que totalizarão 25% durante os quatro anos e meio de vigência do contrato. Eles também receberão contribuições maiores para as contas de aposentadoria e um reajuste de custo de vida para protegê-los do aumento dos preços.

Os lucros e a receita aumentaram consideravelmente no principal negócio da empresa, a venda de veículos a gasolina para consumidores. A receita cresceu 7%, atingindo US$ 25,6 bilhões, apesar da queda de 1% no número de veículos vendidos por essa unidade, para 736 mil unidades. O EBIT subiu 17%, para US$ 1,7 bilhão.

O segundo maior negócio da companhia, a venda de veículos comerciais movidos principalmente a gasolina, também apresentou um crescimento sólido, com um aumento de 16% na receita, para US$ 13,8 bilhões, e um aumento expressivo de 311% no EBIT, para US$ 1,7 bilhão.

Porém, os prejuízos da unidade Model e, que inclui as vendas de veículos elétricos, também dispararam, mais que dobrando para US$ 1,3 bilhão, mesmo com um aumento de 44% no número de veículos elétricos vendidos, para 36 mil unidades. Os prejuízos na unidade de veículos elétricos foram “exacerbados pela pressão sobre os preços dos veículos elétricos”, bem como pelo investimento contínuo em veículos elétricos de última geração.

“Muitos clientes na América do Norte interessados ​​em comprar veículos elétricos não estão dispostos a pagar preços mais altos do que os veículos a gasolina ou híbridos, o que reduz drasticamente os preços e a lucratividade dos veículos elétricos”, apontou a empresa no comunicado de resultados.



Revista do Ceará e CNN

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