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Paes critica politização da Polícia do Rio e sobe o tom contra Castro: ‘Frouxo’ | Política

Paes critica politização da Polícia do Rio e sobe o tom contra Castro: ‘Frouxo’ | Política

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), subiu o tom contra o governador, Cláudio Castro (PL), por conta da operação policial que prendeu o vereador Salvino Oliveira (PSD) nesta quarta-feira (11). Em entrevista a jornalistas hoje, Paes acusou Castro de usar politicamente as forças de segurança do Rio para atacar opositores e afirmou que há uma “máfia que corrompe as instituições do Estado”.

Salvino, aliado do prefeito carioca, foi preso pela Polícia Civil por suspeita de ter pedido aval a lideranças do Comando Vermelho para poder fazer campanha eleitoral em áreas dominadas pela facção. Segundo a corporação, em contrapartida, o vereador articularia benefícios ao grupo criminoso que seriam apresentados como ações voltadas à população local.

Um dos exemplos citados pela Polícia Civil foi a escolha dos beneficiados para administrar quiosques na Gardênia Azul, comunidade na zona oeste sob influência do CV. Os investigadores afirmaram que os escolhidos eram ligados ao grupo criminoso, mas não apresentaram provas do envolvimento de Salvino no caso.

Após a prisão, Castro e aliados, como o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, utilizaram o caso para atacar Paes nas redes sociais, chamando Salvino de “o braço direito do Comando Vermelho dentro da prefeitura do Rio”. Na noite de quarta, o prefeito reagiu alegando que o governador estava explorando politicamente o caso.

“Eu tive o pudor de aguentar até o fim do dia para me manifestar, esperando provas. Afinal de contas, o vídeo do secretário de Polícia Civil, na parte da manhã, foi muito contundente sobre a ligação do vereador Salvino com o Doca [um dos líderes do CV]. E estou até agora aguardando as provas”, disse Paes, na entrevista coletiva desta quinta.

“Se a sociedade aceitar que esse caso não tem resposta, que as coisas não sejam devidamente apuradas, nós estamos caminhando a passos mais do que largos, como nunca antes visto, para a barbárie. Nós estamos aqui para os tempos medievais. Daqui a pouco vão colocar os pretos, pobres, favelados nos calabouços. Os adversários políticos serão enforcados”, afirmou Paes.

O prefeito afirmou que o PSD vai entrar ainda hoje com uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra Castro por abuso de poder político. O presidente do partido no Rio, o deputado federal Pedro Paulo, braço direito de Paes, também afirmou que marcou conversas para esta sexta-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tratar do caso.

“O meu partido vai sim, com toda a minha força política, com toda a minha manifestação, exigir a apuração profunda desses fatos. Vamos fazer isso em instâncias diferentes, vamos fazer isso junto ao Superior Tribunal de Justiça, dado o foro privilegiado, pelo menos por enquanto, do governador Cláudio Castro, antes que ele seja cassado.”, disse Paes, fazendo referência ao julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode levar à cassação do governador.

“E vamos torcer [para nosso processo] correr também, porque ele agora já está dizendo que vai renunciar, para tentar escapar [da condenação no TSE]. Deixa de ser fujão, rapaz”, continuou Paes, se dirigindo a Castro.

“Enfrenta, vem para a briga, vem para o debate político. Deixa de ser frouxo, que é o que a gente viu acontecendo na segurança pública no Rio de Janeiro ao longo desses anos”, completou Paes, adicionando:

“Estou usando aqui palavras que eu não gosto e não costumo usar. Mas é disso que nós estamos falando, são covardes. São pessoas que não respeitam as pessoas, os indivíduos, não pensam nas famílias que estão sofrendo.”



Valor Econômico

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