O presidente americano, Donald Trump, afirmou em uma postagem nas redes sociais que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto nos ataques coordenados lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o país neste sábado. Teerã nega a informação, que já havia sido divulgada por autoridades israelenses à imprensa americana.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para as pessoas ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e por seu bando de criminosos sanguinários”, escreveu Trump na Truth Social.
A postagem foi divulgada por Trump após relatos do governo de Israel de que Khamenei havia sido morto nos ataques lançados pelos dois países contra Teerã e várias cidades do Irã. Nem Tel Aviv e nem Washington apresentaram provas da morte do líder supremo iraniano.
“Khamenei não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sistemas de rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita cooperação com Israel, não havia nada que ele, ou outros líderes mortos juntos com ele, pudessem fazer”, acrescentou Trump.
Pelo lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou mais cedo que Khamenei e o presidente do país, Masoud Pezeshkian, estavam vivos “até onde ele sabia” após os bombardeiros. A emissora iraniana Al-Alam informou que o líder supremo faria um pronunciamento, mas até o fim da noite de sábado nenhum discurso havia sido transmitido.
Antes da postagem de Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia sugerido que Israel e os EUA mataram Khamenei. Em seguida, ele conclamou os iranianos a “irem às ruas e terminarem o trabalho”.
Nas redes sociais, Trump reforçou a ideia de que o objetivo da ofensiva é uma mudança de regime no Irã, que seria agora facilitada com a possível morte de Khamenei, que está no comando do país há 35 anos.
“Esta é a maior oportunidade para o povo iraniano retomar seu país. Estamos ouvindo que muitos integrantes do IRGC, das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais já não querem lutar e buscam imunidade de nossa parte. Como eu disse ontem à noite: “Agora eles podem ter imunidade; depois, só terão a morte!”, acrescentou o presidente americano.
Os novos ataques de Israel e Irã mergulharam o Oriente Médio em um conflito de proporções ainda desconhecidas, já que o Teerã prometeu retaliar com força os ataques e já disparou mísseis contra vários vizinhos na região. Se confirmada a morte de Khamenei, o futuro do Irã também entra em território desconhecido, já que não se sabe quem poderia assumir o controle do regime, especialmente em meio ao caos causado pela ofensiva deste sábado.
Trump afirmou na postagem que espera que a Guarda Revolucionária e a polícia iraniana se “unam pacificamente aos patriotas” e trabalhem juntos para “devolver ao país à grandeza que ele merece”. No entanto, ele sugeriu que a campanha dos EUA continuará por mais tempo.
“Os bombardeios pesados e de precisão continuarão, sem interrupção ao longo da semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e no mundo”, disse o republicano na postagem.
O presidente americano, que tem acompanhado as operações conjuntas de EUA e Israel contra o Irã em sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, anunciou durante a madrugada “grandes operações de combate” no Irã em um vídeo publicado na mesma Truth Social.
Os principais alvos da primeira onda de ataques de EUA e Israel contra o Irã, chamada pelo Pentágono de “Operação Fúria Épica”, foram as lideranças do regime.
Teerã classificou a nova ofensiva militar como não provocada e ilegal. Em resposta, lançou mísseis e drones contra Israel e vários países árabes do Golfo Pérsico que abrigam bases americanas. Explosões foram ouvidas nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein, no Catar e em outros locais. Outros governos, como a Jordânia, disseram ter interceptado ataques iranianos.