Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Golpe de fraude no WhatsApp e Signal sequestra contas, alerta FBI

Novo golpe do WhatsApp usa compartilhamento de tela pra roubar contas bancárias

Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram para uma campanha de phishing conduzida por agentes ligados à inteligência russa com foco em aplicativos de mensagens. O objetivo é assumir o controle de contas em plataformas como WhatsApp e Signal.

Segundo a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA) e o Departamento Federal de Investigação (FBI), a operação já resultou no comprometimento de milhares de contas. Os alvos incluem funcionários atuais e ex-integrantes do governo dos EUA, militares, políticos e jornalistas.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

O que está acontecendo

De acordo com o diretor do FBI, Kash Patel, os invasores conseguem acessar mensagens, listas de contatos e ainda se passar pelas vítimas. Isso permite expandir o ataque para novos alvos usando relações de confiança já estabelecidas.

A campanha não explora falhas técnicas nas plataformas. Não há quebra de criptografia. O vetor é engenharia social.

icones-do-snapchat-whatsapp-e-facebook-no-celular
Aplicativos de mensagens como o WhatsApp estão no centro da campanha, mas não por falhas técnicas — os ataques exploram o comportamento do usuário para obter acesso às contas.

As mensagens enviadas pelos atacantes simulam alertas de segurança. Elas alegam atividade suspeita ou tentativas de login não reconhecidas. O tom é de urgência, pensado para forçar uma ação rápida sem verificação.

Quem está por trás

As agências não atribuíram oficialmente a operação a um grupo específico. Ainda assim, relatórios anteriores da Microsoft e do Google associam campanhas desse tipo a atores ligados à Rússia.

Entre eles estão Star Blizzard, UNC5792 (também chamado de UAC-0195) e UNC4221 (UAC-0185). Esses grupos já foram observados conduzindo operações de espionagem com foco em coleta de credenciais.

hacker-com-a-bandeira-da-russia-ao-fundo
Relatórios de empresas como Microsoft e Google associam campanhas desse tipo a grupos ligados à Rússia, embora a atribuição oficial nem sempre seja confirmada pelas autoridades.

Um alerta paralelo na Europa

O movimento não é isolado. Na França, o Centro de Coordenação de Crises Cibernéticas (C4), ligado à ANSSI, identificou um aumento de ataques semelhantes.

Os alvos seguem o mesmo perfil – autoridades governamentais, jornalistas e líderes empresariais. O objetivo também é o mesmo, o acesso a conversas e controle de contas para amplificar ataques.

china-ataques-governo-america-latina.png
A campanha tem alcance global e mira alvos estratégicos, como autoridades, militares e jornalistas, ampliando o impacto para além de ataques individuais.

Como o ataque funciona

O método varia, mas segue dois caminhos principais. No primeiro, o invasor se passa por suporte técnico, como um falso “Suporte do Signal”. A vítima é induzida a fornecer o código de verificação ou o PIN da conta.

Nesse cenário, o atacante assume o controle da conta. Ele não acessa mensagens antigas, mas passa a monitorar novas conversas e pode enviar mensagens se passando pela vítima.

No segundo caso, a abordagem envolve links maliciosos ou códigos QR. Ao clicar ou escanear, a vítima vincula sua conta a um dispositivo controlado pelo invasor.

desbloqueando-celular-pelo-leitor-de-digital-na-tela
O compartilhamento de códigos de verificação ou PIN é um dos principais vetores do ataque e pode resultar na perda total do controle da conta.

Aqui o impacto é maior. O atacante passa a ter acesso completo às mensagens, incluindo o histórico. A vítima continua com acesso à conta, o que dificulta a detecção do comprometimento.

O ataque depende exclusivamente de engenharia social. Ele explora confiança e senso de urgência, não vulnerabilidades técnicas.

Ao sequestrar uma conta legítima, o invasor ganha credibilidade imediata. Isso aumenta a taxa de sucesso de ataques secundários. Na prática, cada conta comprometida vira um novo ponto de disseminação.

Como se proteger

campanha-spam-nota-fiscal-eletronica.jpg
Mensagens falsas simulam avisos de segurança para criar urgência e induzir ações rápidas, aumentando a taxa de sucesso do phishing.

As recomendações de segurança seguem princípios básicos, mas críticos.

  • Nunca compartilhe códigos de verificação ou PINs. Plataformas legítimas não pedem esse tipo de informação por mensagem;
  • Desconfie de contatos inesperados, mesmo que pareçam oficiais. Verifique sempre links antes de clicar;
  • Revise periodicamente os dispositivos vinculados à sua conta. Remova qualquer acesso desconhecido;
  • O próprio Signal reforçou que não entra em contato com usuários para solicitar códigos. Qualquer mensagem com esse pedido deve ser tratada como fraude.

Acompanhe o TecMundo nas redes sociais. Para mais notícias de segurança e tecnologia, inscreva-se em nossa newsletter e canal do YouTube.



Ceará Agora e Diário do Nordeste

Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *