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Lucro da Panvel no 1º trimestre é recorde | Empresas

Loja da rede de farmácias Panvel — Foto: Divulgação/Panvel

O Grupo Panvel encerrou o 1º trimestre de 2026 com um lucro líquido ajustado recorde de R$ 38,5 milhões, o que representa uma alta de 38,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita bruta consolidada da companhia avançou 15,8%, totalizando R$ 1,57 bilhão, impulsionada por um crescimento de vendas acima da inflação tanto em lojas físicas quanto nos canais digitais.

Segundo Antônio Napp, diretor financeiro da Panvel, o resultado não é isolado, mas parte de um ciclo de entregas consistentes. “Esse salto é recorrente, foi realmente fruto da operação. O bom crescimento de vendas foi acompanhado por uma boa diluição de despesas em lojas, logística e áreas administrativas”, disse ao Valor.

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A rentabilidade operacional, medida pelo Ebitda ajustado, somou R$ 81,2 milhões, com uma expansão de 0,4 ponto percentual na margem, que atingiu 5,2%. De acordo com o executivo, a empresa passa por um momento em que a receita cresce sem a necessidade de aumentar custos na mesma proporção.

“Temos mantido o mesmo quadro de loja, melhorado as negociações de aluguel e a logística também está mais produtiva. Com a venda crescendo e os custos parados, vamos aumentando a margem e essa captura continuará nos próximos trimestres”, afirmou Napp.

Um dos vetores de crescimento no período foi a categoria de medicamentos GLP-1, as afamadas canetas voltadas para tratamentos de diabetes e obesidade, cujas vendas saltaram mais de 80% na rede. Esses itens já representam mais de 10% do faturamento total do varejo da Panvel.

E, embora apresentem um custo elevado que pressiona a margem bruta, Napp destacou que esses produtos são estratégicos para atrair fluxo de consumidores para as unidades. Além disso, a companhia registrou ganho de participação de mercado em todos os Estados da Região Sul, alcançando 13,3% de participação consolidada na região.

No campo tecnológico, o canal digital atingiu 28,5% das vendas do varejo, um patamar recorde para primeiros trimestres, com destaque para o crescimento de 95,5% nas vendas via aplicativo. A plataforma Panvel Ads também acelerou, com alta de 84% no faturamento em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

A estrutura de capital da Panvel apresentou a menor alavancagem dos últimos trimestres, encerrando o período em 0,88 vez a relação dívida líquida/Ebitda. O custo médio da dívida da companhia foi de CDI menos 1,6%. O plano da diretoria é seguir reduzindo o endividamento, buscando um patamar entre 0,6 e 0,7 vez até o final do ano para, a partir de 2027, acelerar novamente a abertura de lojas.

“Não gosto de ficar pagando dinheiro para banco. Prefiro pagar para acionista e colaborador. A partir de 2027, com o balanço redondo, voltaremos a acelerar para o patamar de 60 a 70 aberturas por ano”, projeta o executivo.

Em relação à expansão física, a rede fechou março com 661 lojas em operação. A estratégia de longo prazo prevê atingir a marca de mil unidades até 2030, mantendo o foco em pontos com baixo nível de erro e alta conveniência.

De acordo com Napp, o momento atual é de disciplina financeira para permitir uma aceleração das aberturas a partir de 2027, quando o grupo projeta retomar o patamar de 60 a 70 novas farmácias por ano.

O executivo explicou que os investimentos pesados em centros de distribuição já foram realizados, o que permite colher frutos de produtividade logística sem a necessidade de novos aportes de grande porte nos próximos dois anos.

Sobre a reforma tributária, a companhia projeta uma neutralidade na carga incidente sobre medicamentos. Contudo, o executivo acredita que o novo cenário deve provocar uma reestruturação no setor, afetando concorrentes que dependem excessivamente de benefícios fiscais.

“Provavelmente haverá neutralidade de carga nos medicamentos, o que é uma boa notícia. Mas muitos players e o setor de distribuição vão ter que repensar o modelo de negócio, porque os benefícios desaparecem e eles precisarão buscar eficiências logísticas que são mais difíceis de obter”, avaliou.

A perspectiva para o restante de 2026 permanece otimista, com a manutenção do ritmo de crescimento e geração de caixa. A companhia identifica na inflação o principal risco para os custos fixos, mas acredita que os vetores de digitalização e a força da categoria de saúde sustentarão as margens.

“Estamos em um mercado muito bom, que garante taxas de crescimento positivas. A Panvel opera acima da média e segue em um círculo virtuoso de geração de valor”, disse o diretor financeiro.

Loja da rede de farmácias Panvel — Foto: Divulgação/Panvel



Valor Econômico

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