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Vivo investe R$ 192 milhões para conectar o agronegócio e a logística no Paraná

Vivo investe R$ 192 milhões para conectar o agronegócio e a logística no Paraná

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A Vivo firmou um acordo com o governo do Paraná para investir R$ 192 milhões na ampliação da infraestrutura digital do estado, focando em áreas com pouca ou nenhuma cobertura móvel.

O projeto, parte do Programa de Conectividade Rural, prevê a instalação de 411 sites de redes móveis 4G e 5G em 74 municípios, incluindo rodovias importantes como a BR-277.

A iniciativa visa conectar frentes como o agronegócio e a logística, aumentando a cobertura móvel de 52% dessas regiões, para 580 quilômetros. Além disso, 256 sites serão destinados a melhorar a qualidade da rede em áreas já atendidas.

A Vivo, que já cobre 392 cidades no Paraná, participa voluntariamente do programa, que também conta com investimentos de outras operadoras. Desde 2024, a cobertura móvel no estado aumentou de 51% para 61%, contribuindo para um acréscimo de R$ 2,08 bilhões no PIB estadual.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em conexão com o seu plano de expansão, a Vivo escolheu uma fronteira menos óbvia, mas não menos importante, como uma das próximas etapas de ampliação do mapa de cobertura da sua rede móvel no País.

A operadora assina um acordo de cooperação com o governo do Paraná na terça-feira, 16 de junho, para ampliar a infraestrutura digital e de conectividade do estado, em um projeto que prevê um aporte de R$ 192 milhões da companhia.

O investimento é parte do Programa de Conectividade Rural, desenvolvido pela Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial, a Secretaria da Fazenda e a Invest Paraná, além de outros 17 órgãos do estado. E será centrado em regiões do Paraná com acesso ilimitado ou inexistente à cobertura móvel.

“Mais de 99% da população urbana no País já está coberta pelas redes móveis”, diz Tiago Machado, diretor de relações institucionais da Vivo, ao NeoFeed. Para ele, um dos desafios é aprimorar a capacidade e modernizar essas redes urbanas. Mas há outra lacuna a ser fechada.

“Um segundo desafio é avançar na cobertura das áreas onde a população talvez não seja percentualmente tão grande, mas que têm muita atividade econômica”, afirma. “Precisamos conectar o agronegócio, as cooperativas, as grandes e pequenas propriedades, a indústria e a logística.”

Nessa direção, a iniciativa que une a Vivo e o governo do Paraná envolve o plano de implantar 411 sites de redes móveis 4G e 5G, em uma área que irá abranger 74 cidades, de localidades predominantemente rurais até municípios no litoral do estado.

“Nós estamos falando de uma região economicamente forte, que inclui uma boa parte da safra paranaense. E não só nesse campo, mas também, no turismo”, afirma Marcos Stamm, secretário de inovação e inteligência artificial do Paraná. “Vamos ganhar um novo impulso com essa parceria.”

Um dos roteiros no qual o projeto ganhará tração será a malha rodoviária. O plano inclui 155 sites que serão implantados ao longo desse modal, com destaque para os mais de 730 quilômetros da BR-277, que atravessa o estado e liga Foz do Iguaçu ao Porto de Paranaguá.

Esse percurso envolve ainda rodovias estaduais conectadas ao litoral, como a Estrada da Graciosa e a Estrada Alexandra-Matinhos, além dos acessos ao Pontal do Paraná e ao município de Guaratuba.

A partir da conclusão dessa expansão, a Vivo irá ampliar a conectividade em mais de 580 quilômetros nessa malha em questão, que, atualmente, tem um índice de cobertura móvel de aproximadamente 52%.

“Muitas vezes, o desafio financeiro de levar a conectividade ao campo é chegar até lá. Fazer a cobertura, às vezes, é a parte proporcionalmente menor”, diz Machado. “Quando você leva a infraestrutura até a rodovia, você está muito mais perto para fazer a última milha”.

A iniciativa passará ainda por outros 256 sites, que serão distribuídos em estruturas para aprimorar a qualidade e a capacidade da rede em áreas já atendidas e em regiões com pouca ou nenhuma conectividade, além da chegada a novas localidades.

Com a conclusão da implementação dessa expansão prevista para o fim de 2027, cerca de 25% dos sites serão destinados à ampliação da capacidade. Os 75% restantes serão estruturas novas, de fato, em locais nos quais, até então, não havia cobertura.

A BR-277, que liga Foz do Iguaçu ao Porto de Paranaguá, será um dos focos do projeto
A BR-277, que liga Foz do Iguaçu ao Porto de Paranaguá, será um dos focos do projeto

“Vamos crescer cerca de 16% a quantidade de sites que temos hoje no estado, em um tiro de pouco menos de dois anos”, afirma Machado. “E como parte de um projeto com vários estratos, que abrange desde a capacidade nas zonas mais densas até a cobertura nas regiões mais remotas”.

Adesão voluntária

Hoje, no segmento móvel, a Vivo está presente em 392 cidades do Paraná. A cobertura da rede 5G da operadora na região já alcança cerca de 72% da população. Já a rede 4G alcança aproximadamente 99% dos paranaenses.

“Um ponto relevante é o fato de que a Vivo está entrando no programa de forma voluntária, já que a empresa não tinha obrigações com o Paraná nessas regiões”, afirma Stamm. “Eles aderiram pela importância desse contexto”.

Como parte dessa cooperação, o valor de R$ 192 milhões a ser aportado pela operadora vai seguir um modelo criado pelo governo do Paraná para viabilizar esses investimentos, que envolve o uso de créditos de ICMS.

Esse também foi o formato adotado nas adesões das duas outras operadoras que já participam do programa. A TIM, por exemplo, se comprometeu a investir R$ 22 milhões na construção de 116 antenas, em 83 municípios. Já a Claro firmou um acordo de R$ 99,8 milhões, com 378 antenas em 194 cidades.

Desenvolvido desde 2023, a partir de estudos georreferenciais, análises de relevo e cruzamento de indicadores socioeconômicos, e colocado em execução em 2024, o Programa de Conectividade Rural já trouxe resultados práticos para o estado do Paraná.

“Nós saímos de um índice de 51% de cobertura móvel, em 2024, para o patamar atual de 61%”, diz Stamm. “Juntas, as três operadoras vão instalar mais de 900 torres. É uma iniciativa que tem dado certo e movimentado a economia do estado, que já é o quarto maior PIB do País”.

Em outro dado que reforça esses avanços, um estudo realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social estima que a cobertura de internet em áreas rurais já gerou um acréscimo anual de R$ 2,08 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

A partir dessa infraestrutura, o governo do Paraná tem desenvolvido outras iniciativas digitais. Entre elas, projetos como o CEP Rural Digital, que, entre outros recursos, estabelece a localização precisa de propriedades rurais, e que já cadastrou cerca de 300 mil propriedades.

Na outra ponta, com esse plano de expansão no estado, já enxerga uma nova via para avançar em sua estratégia de diversificar as receitas com a oferta de uma série de serviços digitais em cima de sua infraestrutura de conectividade, em áreas como saúde, varejo e serviços financeiros.



Ceará Agora e Diário do Nordeste

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