A concessionária RIOGaleão projeta atingir o recorde de 19,5 milhões de passageiros transportados este ano. Os dados do primeiro trimestre apontam tendência de crescimento, com 5,2 milhões de passageiros – melhor marca da história do Aeroporto Internacional do Galeão, na zona norte do Rio, para um primeiro trimestre e avanço de 19% na comparação com os três primeiros meses do ano passado.
Entre janeiro e março, foram registrados 3,2 milhões de passageiros de voos domésticos, alta de 20% frente ao primeiro trimestre de 2025, e 2 milhões de passageiros de voos internacionais, um avanço de 17% na mesma comparação.
Em nota, a concessionária ressaltou que o crescimento do fluxo de passageiros é fruto de um esforço para a atração de companhias aéreas e novos negócios, “somado à coordenação de aeroportos, com impactos diretos para o turismo e a economia do Rio de Janeiro, como o centro de pesquisas da BYD, o novo hotel de bandeira internacional, a expansão da infraestrutura logística voltada ao comércio eletrônico e o hub da Gol anunciado recentemente”.
No comunicado, a RIOGaleão destacou que o tráfego aéreo no Rio vem aumentando desde 2023, quando foi implementada a coordenação do sistema multiaeroportos da cidade. Nos dois primeiros meses de 2026, o número de passageiros total no Rio de Janeiro cresceu 42% em relação a igual período de 2023. No mercado doméstico, o crescimento foi de 25%, enquanto no internacional, foi de 107%.
Entre 2022 e 2025, o Galeão – também chamado Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim – saiu da décima para a terceira posição entre os aeroportos com maior movimentação de passageiros no Brasil e consolidou-se como um hub estratégico para a aviação, informou a empresa em nota. “A conectividade doméstica aumentou em mais de 800% comparado a 2023 e a doméstica-internacional cresceu mais de 200% no mesmo período. O resultado disso são mais destinos domésticos e internacionais ligados diretamente ao Rio de Janeiro”, afirmou a companhia.
Ainda de acordo com a concessionária, a Gol tornou-se o principal motor de expansão da malha aérea no aeroporto e anunciou novos voos diretos para Nova York, Orlando, Lisboa e Paris, além da ampliação da conectividade doméstica. O Rio de Janeiro também passou a contar com novos destinos diretos, como Roma, Dallas, Santa Cruz de la Sierra, Assunção, Toronto, Mendoza e Montreal, além da chegada de novas companhias internacionais, como ITA Airways, Air Canada, Air Transat e Boliviana de Aviación.
O RIOgaleão concentra 50% do tráfego de passageiros “low-cost” internacionais do Brasil, o que, segundo a concessionária, estimula o acesso ao Rio. “O fortalecimento da malha aérea contribuiu diretamente para o crescimento do turismo internacional na cidade. Em 2025, o Rio de Janeiro recebeu 2,1 milhões de turistas estrangeiros por via aérea, um recorde histórico, com crescimento de 44% em relação ao ano anterior”.
A concessionária também destacou o crescimento da área logística. Em 2025, o terminal de cargas registrou o quarto recorde consecutivo de movimentação, com 62 mil toneladas processadas e cerca de US$ 17 bilhões em valor. O crescimento foi impulsionado, segundo a empresa, pela expansão da malha aérea, pelo avanço do e-commerce internacional e pela demanda de setores estratégicos como petróleo e gás, indústria aeronáutica e farmacêutica. No primeiro trimestre, o valor das importações cresceu 22%, totalizando US$ 4,6 bilhões.
Espanhola Aena assumirá operação no 2º semestre
A empresa ressaltou o avanço da operação de e-commerce: após processar mais de 30 milhões de remessas em 2025, o aeroporto ultrapassou 10 milhões de volumes nos três primeiros meses deste ano. Nos dois primeiros meses de 2026, a carga doméstica no Rio de Janeiro cresceu 81% na comparação com igual período de 2023, enquanto o Brasil cresceu em torno de 13% na mesma comparação.
A RIOGaleão é formado pela singapuriana Changi e a Vinci e tem fatia de 51% do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, na zona norte do Rio. A Infraero detém os 49% restantes. No mês passado, o RIOGaleão perdeu o leilão de concessão do aeroporto para a espanhola Aena, que deve assumir a operação no segundo semestre de 2026, após um período de transição com a atual concessionária.