A Anthropic vai adicionar marcas d’água em textos gerados pelo Claude. A medida foi confirmada pela empresa em uma página de suporte oficial atualizada nesta terça-feira (11) e, apesar de ser uma solução demandada por uma lei europeia, será aplicada em todos os países em que a inteligência artificial (IA) está disponível.
“Os modelos Claude lançados em ou após 2 de agosto de 2026 oferecem suporte à marca d’água desde o lançamento. Também estamos trabalhando para adicionar o mesmo suporte aos modelos Claude lançados antes dessa data”, descreve a Anthropic.
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As marcas d’água em texto serão aplicadas em todos os outputs (saídas) do Claude independentemente da plataforma – Claude (chat), Claude Platform (API), Claude Code, Claude Cowork e Claude Tag. “As marcas d’água incorporadas serão aplicadas a todo o texto gerado”, ressalta a empresa.
Outros tipos de arquivos gerados pelo Claude também serão identificados com marca d’água, quando a IA oferece suporte ao processamento de arquivos.
Como serão as marcas d’água em textos do Claude?
As marcas d’água em textos gerados pelo Claude serão invisíveis para humanos e não afetarão o significado, a qualidade ou a legibilidade das respostas da IA, segundo a empresa.
Além disso, como o identificador faz parte do texto, ele acompanhará o conteúdo quando este for copiado e colado em outro lugar, resistindo até a algumas edições.
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“A marca d’água será aplicada no nível do modelo, o que significa que ela estará presente independentemente do produto ou da plataforma Claude de onde o texto se origine”, esclarece a Anthropic.
Para arquivos gerados pelo Claude, as marcas d’água de procedência seguirão o padrão aberto C2PA, comum na indústria para identificação de origem de conteúdo. A existência da identificação sinaliza que o arquivo foi processado pelo Claude.
Marca d’água não é infalível
As novas marcas d’água do Claude não serão incontestáveis, porém. A Anthropic reconhece que a identificação não confirma necessariamente que o conteúdo foi inteiramente gerado pela IA.
“Uma marca d’água detectada indica que o conteúdo foi processado pelo Claude, mas não é totalmente conclusiva. A detecção de uma marca do Claude sinaliza que o conteúdo pode ter sido processado por ele. Isso não confirma, por si só, a procedência completa do conteúdo”, ressalta a empresa.
Portanto, o Claude pode não ser o autor original do conteúdo. Por exemplo, se a IA for utilizada para revisar, traduzir, resumir ou converter arquivos, o resultado pode conter uma marca do Claude, mesmo que as ideias, o texto ou os dados subjacentes tenham origem em outra fonte.
Além disso, a marca d’água pode persistir mesmo após o conteúdo ter sofrido alterações depois do processamento pelo Claude. “O conteúdo marcado pode ser modificado, ter trechos extraídos ou ser combinado com outros materiais após ter sido processado pelo Claude”, cita a companhia.
Nem mesmo a ausência da marca d’água serve como confirmação total de que o conteúdo não foi gerado ou processado por IA. O indicador pode não aparecer se:
- O conteúdo foi gerado por um modelo Claude antigo;
- O texto foi fortemente editado, parafraseado, traduzido ou misturado com outros materiais;
- Os metadados do arquivo forem removidos na conversão de documentos, salvamentos posteriores, prints de tela ou outros canais;
- O arquivo ou material for produzido por uma plataforma, ferramenta ou formato em que a marca d’água ainda não é suportada.
Marcas d’água serão aplicadas ao mundo inteiro
A adição de marcas d’água atende às exigências do Código de Práticas sobre Transparência de Conteúdo Gerado por IA, trecho da Lei de IA da União Europeia. Apesar de ser uma legislação local, ela será implementada em todas as regiões em que o Claude está disponível.
O último lançamento da Anthropic até a data de publicação desta matéria foi o Opus 5, em 24 de julho — antes, foi o Sonnet 5, em 30 de junho. Nenhum deles suporta a marca d’água por padrão, mas a Anthropic afirma que implementará o recurso em IAs mais antigas.
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