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Com dívidas de R$ 340 milhões, Chilli Beans entra com pedido de recuperação extrajudicial

chilli beans loja

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A Chilli Beans, maior rede de óculos escuros da América Latina, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para lidar com uma dívida de R$ 340 milhões.

O plano foi alinhado com os principais credores e inclui um aporte de R$ 50 milhões para fortalecer o caixa da empresa, com Itaú, Akron e Vega como financiadores.

A situação se agravou após a Vert Securitizadora declarar o vencimento antecipado de uma debênture de R$ 89 milhões, e a Chilli Beans não cumpriu acordos anteriores, incluindo pagamentos atrasados de cerca de R$ 1 milhão.

A empresa não pagou parcelas de uma debênture emitida em fevereiro de 2025, totalizando R$ 16,5 milhões.

Após a crise financeira, a Chilli Beans implementou medidas de confidencialidade para seus funcionários, exigindo a assinatura de um documento sob risco de demissão e multa.

A companhia possui 900 franquias em 14 países.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Chilli Beans, maior rede de óculos escuros da América Latina, entrou com pedido de recuperação extrajudicial. A companhia, fundada em 1997 por Caito Maia, protocolou o documento nesta sexta-feira, 30 de outubro, para tentar sanar a dívida de R$ 340 milhões.

O acordo anunciado foi alinhado com os principais credores da companhia. O plano prevê aporte de R$ 50 milhões para fortalecer o caixa da empresa. Itaú, Akron e Vega atuam como financiadores âncoras e estão coordenando o processo para a entrada dos novos recursos à companhia.

O caminho judicial ocorre dois meses após o NeoFeed revelar, com exclusividade, que a companhia tinha, já pronto, um rascunho de um plano de recuperação financeira. No fim de agosto, Maia anunciou a chegada de André Dela Togna para a função de vice-presidente – inicialmente apresentado como co-CEO – justamente para iniciar a reestruturação financeira.

O problema se agravou no fim de setembro, quando a Vert Securitizadora declarou vencimento antecipado de uma debênture, que totalizava R$ 89 milhões, em nome da Mustang 25 Participações, controladora da rede varejista. Os debenturistas deram mais prazo para a companhia, que venceu no dia 26 de outubro.

A Chilli Beans também descumpriu um acordo anterior, que incluía o pagamento de atrasados e que somavam perto de R$ 1 milhão. A empresa não fez o pagamento e a Vert recuperou o montante, a partir do saldo de uma conta já retida.

A rede de óculos emitiu a debênture em fevereiro de 2025, para amenizar a crise que já vinha se arrastando desde então.  Só que a dona da Chilli Beans não realizou pagamentos das parcelas de julho e agosto, que somavam R$ 16,5 milhões. Caito Maia é o avalista da transação.

No dia 10 de agosto, os debenturistas decidiram, em assembleia, prorrogar as parcelas para o dia 25 de setembro. Só que os valores não foram quitados.

“Diante do inadimplemento, a emissora notificou a devedora para que realizasse o pagamento dentro do prazo de cura de dois dias úteis, estabelecidos na cláusula 5.1.1. da escritura de emissão, sendo que a devedora não realizou o pagamento, tendo o referido prazo de cura se encerrado ontem [terça-feira, 29 de setembro]”, diz a Vert, no documento.

A determinação pelo vencimento antecipado, no fato relevante, foi assinada pelo diretor de securitização da Vert, Luiz Renan Toffanin da Silva. O prazo da emissão iria até janeiro de 2029.

Antes do default, seis assembleia chegaram a ser realizadas para tratar dos descumprimentos da empresa sobre as regras da emissão. Mesmo sem apresentar as demonstrações financeiras auditadas de 2025, item obrigatório, os debenturistas não decretaram o vencimento antecipado. Em junho, eles suspenderam os efeitos da quitação automática.

A Vert também decidiu, em julho, liberar 60% dos recebíveis de cartões onerados para a companhia, no valor de R$ 2,3 milhões, e ainda reduziu o mínimo de cartões, de 5% para 2,5% do saldo devedor. O problema do vencimento antecipado ocorreu um dia antes da chegada de Togna à companhia.

Depois que a crise financeira veio à tona, a Chilli Beans iniciou uma espécie de “caça às bruxas” na própria companhia, para cobrar dos funcionários que não revelassem nenhuma informação financeira. No próprio anúncio da chegada do vice-presidente, Caito Maia cobrou os colaboradores.

O NeoFeed apurou que, na semana passada, a companhia determinou que os funcionários assinassem um documento de confidencialidade, sob risco de desligamento e de uma multa de R$ 300 mil. A iniciativa foi tratada com perplexidade por quem foi obrigado a assinar o documento. A Chilli Beans tem hoje 900 franquias em 14 países.



Ceará Agora e Diário do Nordeste

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