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Corinthians: Conselho Deliberativo aprova contas de 2025

Corinthians: Conselho Deliberativo aprova contas de 2025

O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, na noite desta segunda-feira (27), as contas referentes ao exercício de 2025, sob a gestão de Augusto Melo e, posteriormente, de Osmar Stabile.

A reunião aconteceu no Parque São Jorge, onde os conselheiros se reuniram para a votação. Antes disso, o Conselho Fiscal e o Conselho de Orientação (Cori) recomendaram a aprovação dos números apresentados, mas com ressalvas. A contagem teve 106 votos a favor e 68 contra, além de quatro abstenções.

Apenas quatro conselheiros vitalícios não aprovaram o balanço: Miriam Athiê, Romeu Tuma Junior, Roque Citadini e Dalton Gioia. Assim, o presidente Osmar Stabile se livra da possibilidade de ser alvo de um novo pedido de impeachment, dessa vez por gestão temerária.

De acordo com o documento enviado pela diretoria ao Conselho Deliberativo, a dívida do Corinthians está na casa dos R$ 2,7 bilhões, com aumento de cerca de R$ 200 milhões em relação a 2024, primeiro ano da gestão de Augusto Melo.

Ainda segundo o documento, o Timão fechou 2025 com déficit de R$ 143,4 milhões e arrecadação operacional líquida de R$ 810,1 milhões. Da dívida total, cerca de R$ 2 bilhões são referentes ao clube, além de R$ 642 milhões do financiamento da Neo Química Arena.

Mais detalhes das contas do Timão

O Corinthians segue com alto custo em despesas de pessoal, que englobam salários, encargos trabalhistas, direitos de imagem e premiações. O valor chegou a R$ 571,1 milhões, superando os R$ 428,9 milhões registrados em 2024.

Com a venda de jogadores, o Corinthians arrecadou R$ 107,4 milhões em 2025. Descontadas as despesas com negociações de direitos econômicos, restaram R$ 89,1 milhões para o clube.

Entram nesse cálculo os R$ 58 milhões obtidos com a venda de Denner ao Chelsea, os R$ 14,1 milhões pela transferência do meia Guilherme Biro e os R$ 14 milhões pagos pelo Bahia referentes à multa rescisória de Kauê Furquim.

O Corinthians arrecadou R$ 128,8 milhões em premiações, com destaque para os R$ 97,7 milhões conquistados com o título da Copa do Brasil. No futebol feminino, o principal valor veio com a conquista da Libertadores, que rendeu R$ 10,9 milhões.

No setor comercial, o clube arrecadou R$ 252,1 milhões, com destaque para R$ 124,7 milhões em patrocínios de uniforme e R$ 46,9 milhões com material esportivo. Em relação ao endividamento, o Corinthians destaca a redução da dívida de curto prazo.

O passivo circulante caiu de R$ 1,25 bilhão, em setembro, para cerca de R$ 700 milhões, em dezembro, com a migração de obrigações para o longo prazo. Na avaliação do clube, isso melhora o perfil da dívida e a previsibilidade do fluxo de caixa. O Corinthians entende que a “dívida da Arena seguiu estável e sob controle”.

No documento, ao qual a Itatiaia teve acesso, a diretoria celebra a homologação do plano coletivo de pagamento da CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), a transação tributária junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o pagamento de dívidas na Fifa (casos de Santos Laguna e Rojas) e a oficialização da RCE (Regime Centralizado de Execuções).

Valores polêmicos

Alguns conselheiros questionam o fato de a gestão de Osmar Stabile ter incluído a transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no exercício de 2025, já que o acordo foi assinado apenas em 2026.

A renegociação da dívida de R$ 1,2 bilhão com a União caiu para R$ 679 milhões, após desconto de 46,6%, resultando em uma diminuição de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do clube. A própria auditoria independente contratada para analisar as contas fez uma ressalva em relação a esse ponto.

O presidente Osmar Stabile entende que os valores atualizados deveriam fazer parte do balanço de 2025, já que as despesas também foram incluídas. Além disso, o mandatário alega que recebeu o “ok” do Governo em dezembro, o que validaria a inclusão dos valores no documento do ano passado.

 



Revista do Ceará e CNN

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