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Debate na Band: Flávio fala em 'combater mentira', e Lula diz esperar 'aula de civilidade'; acompanhe

Debate na Band: Flávio fala em 'combater mentira', e Lula diz esperar 'aula de civilidade'; acompanhe


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)se enfrentam pela primeira vez em debate promovido pela TV Band, em São Paulo, nesta noite. É a primeira vez que os dois se enfrentam nessas eleições. O programa começou às 20h15 e terá duração de aproximadamente 1h40. Em entrevista a jornalistas da emissora, o chegar ao local, Lula disse esperar “aula de civilidade”, enquanto Flávio falou em “combater mentira”.
Acompanhe ao vivo os bastidores do debate e análises dos colunistas do Valor
Flávio chegou à Band pouco antes das 19h30 acompanhado de Daniella Marques, assessora econômica, e se juntou a aliados como Sergio Moro (PL), Nikolas Ferreira (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores eleitos pelo Estado, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), também estão presentes, além do influenciador Pablo Marçal (PRTB).
O candidato do Pl disse “vai ter muito mais Tarcísios e Danis Marques, enquanto, lá do lado do Lula, vocês verão muito mais Haddads e Dilmas” na entrevista para jornalistas da emissora. Flávio também declarou que irá “combater a mentira com a verdade” neste debate e alfinetou o oponente pela ausência no confronto que seria realizado pela TV Globo no primeiro turno, que acabou sendo cancelado.
Lula chegou cerca de dez minutos depois, acompanhado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, dos senadores Camilo Santana (PT-CE) e Rui Costa (PT-BA), do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT) e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Na plateia, do lado dos apoiadores do presidente, estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-ministro e candidato derrotado em São Paulo, Fernando Haddad (PT), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o advogado Marco Aurélio Carvalho e o deputado federal André Janones (Rede-MG), as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), entre outros.
Na entrevista a jornalistas da emissora, Lula disse que espera ver um debate “com esclarecimentos” e que seja uma “aula de civilidade” para a sociedade brasileira”. Ao ser questionado se a experiência que tem na política poderia dar uma vantagem a ele no embate, o petista minimizou, dizendo que já participou de debates com “gente muito importante” e que a política “tem se empobrecido no Brasil”.
Apoiadores
A chegada dos candidatos provocou gritos entre os militantes de ambos os lados que se concentram do lado de fora da sede da Band, com gritos de “fora, Lula” e vaias a Flávio.
A campanha petista colocou um telão no local para a militância assistir ao debate e dezenas usam bandeiras e cantam jingles de Lula. Apoiadores de Flávio, em menor número, estão vestidos com camiseta verde e amarela e provocam os lulistas com gritos de “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”.
Apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro em frente à Band, em São Paulo, à espera do debate entre os dois candidatos
Cristiane Agostine/Valor
O senador e governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), deve ficar na primeira fila do debate, em estratégia da campanha de Flávio para incomodar Lula. Moro foi o responsável pela condenação do petista no caso do tríplex do Guarujá, na Operação Lava-Jato. Lula ficou preso por 580 dias.
Lula será acompanhado, durante o debate, pela consultora Olga Curado, que usa técnicas do aikidô, uma arte marcial japonesa, na preparação de políticos para entrevistas e discursos. A jornalista, que já treinou Lula em campanhas anteriores, incluindo a de 2022, integrou-se à campanha do PT nesta reta final para auxiliar o presidente nos últimos debates.
A abordagem de Curado envolve a filosofia do aikidô, que se baseia na resolução pacífica de conflitos, em vez da destruição do adversário. Segundo interlocutores, Lula participou de sessões com a consultora nos últimos dias e deve adotar uma comunicação voltada ao convencimento de eleitores indecisos. Outro ponto trabalhado foi o controle nas reações a eventuais provocações de Flávio Bolsonaro.
Lula passou o domingo se preparando para o debate e evitou compromissos públicos com o objetivo de poupar a voz. Já Flávio, participou no fim da mamnhã de um ato na avenida Paulista, em São Paulo. Desfilou em carro aberto e fez um discurso curto, ressaltando que pouparia a voz para o debate.
Regras do debate
O debate terá três blocos, que seguirão a mesma sequência: os camdidatos terão de responder a perguntas feitas por jornalistas e, depois, farão perguntas entre si, em um confronto direto.
Primeiro bloco: os âncoras abrem o debate fazendo uma pergunta para cada candidato. Em seguida, é iniciado o confronto direto, no qual Lula e Flávio Bolsonaro ficam livres no estúdio para debaterem por 30 minutos.
Segundo bloco: começa com uma pergunta elaborada pelos âncoras para cada participante. Na sequência, abre-se a dinâmica em que um candidato pergunta diretamente para o outro.
Terceiro bloco: mantém a mesma regra do bloco anterior, com perguntas dos apresentadores e confronto direto entre os candidatos, além de reservar o espaço final para as considerações finais de cada um.
Debate é estratégico para as duas campanhas
Os debate é visto como estratégico para as duas campanhas. Pesquisas Datafolha e Quaest divulgadas nos últimos dias mostram os dois candidatos tecnicamente empatados. Segundo o Datafolha, Flávio tem 47% das intenções de voto e Lula, 45%. Na Quast, Flávio aparece com 46% e Lula, com 44%. Os dois levantamentos têm margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Flávio passou para o segundo turno à frente de Lula, com uma vantagem de menos de dois pontos percentuais. O senador recebeu 47,03% dos votos e o presidente, 45,16%.
O confronto é transmitido pelo “pool” formado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, Estadão, Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan. No dia 23, dois dias antes da votação, Lula e Flávio devem se enfrentar novamente, no debate da TV Globo.



Valor Econômico

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