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Em nova ofensiva, Mark Zuckerberg volta a disparar contra os modelos fechados de IA

Em nova ofensiva, Mark Zuckerberg volta a disparar contra os modelos fechados de IA

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Mark Zuckerberg, CEO da Meta, defende uma inteligência artificial (IA) acessível e transparente, criticando modelos fechados adotados por concorrentes como OpenAI e Anthropic. Em um ensaio de 6,5 mil palavras, ele argumenta que a superinteligência deve ser uma ferramenta que empodera todos, não apenas instituições.

Zuckerberg destaca a importância de uma governança compartilhada, onde o conselho da Meta decidirá sobre a segurança dos novos modelos de IA. Ele propõe uma colaboração mais próxima entre laboratórios e o governo, em vez de processos rígidos de revisão.

Além disso, a Meta anunciou um fundo de US$ 1 bilhão para comunidades ao redor de seus data centers e a divulgação de novos modelos de IA abertos, reforçando seu compromisso com a transparência e a inovação.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Cofundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg voltou a levantar a bandeira de uma inteligência artificial (IA) mais acessível e transparente. E, em linha com essa visão, teceu novas críticas a rivais que investem em um conceito mais restritivo dessa tecnologia.

Sua mais recente manifestação veio à tona num ensaio publicado nesta segunda-feira, 10 de agosto. Em 6,5 mil palavras, ele ressalta que, nos próximos anos, as pessoas poderão usar a “superinteligência” para criar e descobrir coisas extraordinárias e melhorar a saúde e a qualidade de vida, entre outras questões.

Zuckerberg observa que, à medida que nos aproximamos desse momento, é importante desenvolver uma filosofia sobre como podemos usar essa superinteligência da melhor forma para garantir que ela aprimore nossas vidas, nosso trabalho, nossas comunidades, nossa liberdade e nossa segurança.

“As questões definidoras da nossa era são: quem terá acesso à superinteligência e para que nós a direcionaremos? Ela será centralizada e restrita a algumas poucas instituições ou será uma ferramenta que empoderará a todos?”, questiona ele, no início do texto.

“Alguns argumentam que a própria superinteligência, ou um pequeno grupo de especialistas que a controlam, deveria decidir o que é melhor para a humanidade. Discordamos”, prossegue Zuckerberg, que acrescenta:

“A história da democracia e da economia demonstra que não existe uma única resposta objetiva sobre como as pessoas definem melhor a vida e, portanto, a melhor abordagem é deixar que as pessoas decidam o que importa em suas próprias vidas”, afirma, em outro trecho.

Intitulado “O futuro é para todos – o caminho para um futuro positivo da IA”, o ensaio foi acompanhado da divulgação de novos parâmetros do Muse Glimmer, um novo modelo aberto de IA desenvolvido pela Meta, que os desenvolvedores poderão baixar e modificar.

Em um comunicado à parte sobre esse anúncio, a companhia dona do Instagram, do WhatsApp e do Facebook também informou que irá divulgar nas próximas semanas os mesmos parâmetros do Muse Spark, a versão mais poderosa do novo modelo.

Ao mesmo tempo, a empresa também anunciou um fundo de US$ 1 bilhão para as comunidades no entorno dos locais que hospedam seus data centers nos Estados Unidos, enquanto acelera a construção da infraestrutura necessária para apoiar suas ambições nesse espaço.

Em paralelo a esses anúncios, em seu ensaio, Zuckerberg também subiu o tom ao disparar outros argumentos contra a concentração da inteligência artificial e de seus “superpoderes” nas mãos de governos e empresas.

“A maioria dos outros laboratórios está focada está concentrada em desenvolver IA para empresas, governos ou outras instituições. Portanto, se esses laboratórios liderarem, o equilíbrio de poder favorecerá as grandes instituições em detrimento dos indivíduos”, escreveu ele.

Embora não cite nomes, Zuckerberg parece fazer referências a companhias como OpenAI e Anthropic, que, até aqui, privilegiam modelos fechados de inteligência artificial em suas ofertas. E recorre a uma comparação com questões de cibersegurança para defender o conceito oposto.

“Em cibersegurança, os softwares de código aberto amplamente implementados provaram ser mais seguros porque mais pessoas conseguem identificar vulnerabilidades, fortalecer os sistemas e atualizá-los para as versões mais recentes e seguras”, escreveu.

Na outra ponta, a Meta vem tentando encampar o discurso de uma IA mais transparente e aberta a desenvolvedores externos. O que foi reforçado pelo seu CEO, que indicou que a companhia seguirá investindo em modelos de código aberto.

“A missão da Meta, desde a sua fundação, tem sido colocar o poder nas mãos das pessoas. Se nossas crenças e princípios guiarem o processo, o equilíbrio de poder favorecerá os indivíduos e um futuro melhor para todos”, afirmou Zuckerberg.

Ele destacou, porém, que a Meta está implementando uma nova estrutura de governança, por meio da qual, o conselho de administração da empresa terá o poder de decidir se os novos modelos desenvolvidos pela companhia atendem aos seus critérios de segurança.

“Não acredito que seja do meu interesse, do interesse da Meta ou interesse do mundo que eu ou qualquer outra pessoa seja o único tomador de decisão sobre como a superinteligência é implantada”, afirmou, reforçando que esse modelo deveria ser replicado em toda a indústria.

Na sequência, Zuckerberg comentou a implementação de uma política do governo de Donald Trump que estabelece um período de revisão voluntária de 30 para novos modelos. Ele afirma que esse é um período de tempo bastante significativo e propõe um outro formato.

“Acredito que será mais produtivo ter uma colaboração proativa e próxima entre os laboratórios de ponta e o governo, em vez de um processo rígido e um cronograma de revisão a ser seguido em todos os casos”.

Para Zuckerberg, em alguns casos, atrasar os lançamentos dos modelos por um mês pode comprometer a liderança dos Estados Unidos e gerar resultados piores. “Ao garantir que o governo tenha acesso antecipado, poderemos avançar na segurança nacional, minimizando atrasos nos lançamentos públicos”, acrescentou.

O ensaio de Zuckerberg chega cerca de duas semanas depois de o bilionário conceder entrevista ao jornal britânico Financial Times, onde, entre outras questões, disse que o governo americano não deve bloquear o uso de modelos chineses de IA, pois essa abordagem não seria uma “solução eficaz” na concorrência com esses rivais.

Na conversa, ele também defendeu o que seria uma visão de “IA para todos”, ao reiterar seu apoio aos modelos abertos de inteligência artificial, que podem ser personalizados e customizados pelos usuários, um formato bastante disseminado pelos desenvolvedores chineses.



Ceará Agora e Diário do Nordeste

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