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Flávio Bolsonaro critica STF, defende Zema e pede que não haja ‘interferência’ na eleição | Política

Flávio Bolsonaro critica STF, defende Zema e pede que não haja 'interferência' na eleição | Política

O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) manifestou solidariedade ao adversário Romeu Zema, que concorre à Presidência pelo Novo, após o pedido do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Zema seja incluído no inquérito das fake news. Flávio, que também foi alvo de pedido de investigação por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu que não haja “interferência” do STF na eleição de outubro.

  • Zema dobra aposta após reação de Gilmar e publica mais de dez vídeos com críticas ao STF

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, que mandou a Polícia Federal (PF) abrir um inquérito contra ele na semana passada, e insinuou que Moraes, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022, buscava “participar diretamente das eleições”. Procurado via assessoria, o STF não se manifestou.

Flávio declarou que Zema é “mais uma vítima” do ativismo judicial, ao responder a jornalistas na chegada à Norte Show 2026, feira do agronegócio em Sinop (MT), nesta quarta-feira (22). “É uma posição de tentar desequilibrar a disputa eleitoral”, afirmou o senador, dizendo que tanto ele quanto seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado federal, estão sendo “enquadrados” por opiniões, palavras e votos, que deveriam estar cobertos pela imunidade parlamentar.

“Lamento muito a abertura desse processo [contra Zema], porque claramente parece que tem ministro no Supremo, em especial o Alexandre de Moraes, que está com saudade, enquanto presidente do TSE, de participar diretamente das eleições”, afirmou o senador.

Ele disse que existiria uma “combinação” para que ações envolvendo nomes da direita sejam julgadas pela Primeira Turma do STF, abrindo caminho para um atropelo ao TSE durante a campanha.

“Eu peço ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, [que] deixe que a população, os brasileiros, os eleitores escolham quem será o próximo presidente da República, e que não haja interferência da Primeira Turma do seu tribunal”, afirmou.

“Está muito claro que eles querem, na verdade, é fazer com que a Primeira Turma do STF é que escolha quem vai ser o próximo presidente da República. Vão criando precedentes, numa combinação com políticos da esquerda que protocolam petições e coincidentemente vão parar com ministros da Primeira Turma do STF”, prosseguiu.

“Para mim, está muito claro que há essa tentativa de criar esse canal, essa prevenção em especial do Alexandre de Moraes, para durante a campanha, em vez de os nossos opositores — que vão perder o governo —, acionarem o TSE, eles vão buscar um atalho direto para a Primeira Turma do STF, para tentar desequilibrar essa disputa.”

Nesta semana, o ministro Gilmar Mendes pediu para Alexandre de Moraes incluir Zema no inquérito das fake news. A solicitação de Gilmar — que está sob sigilo e foi encaminhada para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) — foi motivada por um vídeo publicado por Zema em que ministros da Corte são representados por fantoches.

Zema reagiu à medida, classificando-a como tentativa de censura e dizendo que o humor sempre foi uma ferramenta nas democracias para criticar ocupantes do poder.

Já Flávio, na semana passada, tornou-se alvo de um pedido de Moraes para que a Polícia Federal investigue o senador por suposta calúnia, após publicação nas redes sociais que utiliza imagens do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e de Lula, associando-o aos crimes de tráfico internacional de drogas, terrorismo e fraude eleitoral.

Depois de parecer favorável da PGR, Moraes autorizou a abertura do inquérito, determinando que a PF tome as providências em até 60 dias.



Valor Econômico

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