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Incêndios florestais perdem força na França e na Espanha; Grécia enfrenta novos focos | Mundo

Bombeiros combatem as chamas em uma fábrica em chamas, após um incêndio florestal ter começado perto de Oreokastro, nos arredores de Tessalônica, Grécia , em 4 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Alexandros Avramidis

França e Espanha tiveram um alívio nesta sexta-feira após dias de incêndios florestais devastadores, com grandes focos próximos a Bordeaux e Madri sendo controlados, embora as chamas continuassem a avançar na Grécia e no oeste da Espanha.

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A Europa vem sendo castigada por incêndios florestais neste verão após sucessivas ondas de calor recordes, que deixaram vastas áreas de vegetação ressecadas e altamente inflamáveis, forçando centenas de milhares de pessoas a abandonar suas casas.

Enquanto os incêndios diminuíam na Espanha e na França, a Grécia enfrentava novos focos em diferentes regiões do país nesta sexta-feira. Moradores de duas comunidades a oeste de Atenas foram orientados a deixar suas casas por precaução devido a um incêndio que lançava grandes colunas de fumaça nas colinas ao redor da capital grega.

No sudoeste da França, as autoridades começaram a autorizar o retorno dos moradores depois de declarar controlado um grande incêndio que queimava havia mais de uma semana.

As ordens de evacuação foram suspensas em 12 distritos a oeste e sudoeste de Bordeaux, permitindo que 144 mil das mais de 220 mil pessoas deslocadas retornassem para casa, informou em comunicado a prefeita da região de Gironde, Sophie Brocas.

A Europa é o continente que mais aquece no mundo. Estudos científicos recentes confirmam que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana criaram as condições de calor extremo e seca registradas nos últimos meses, dificultando o trabalho das equipes de emergência.

A temperatura média da Europa nesta sexta-feira foi projetada em 24,9°C, ou 3,3°C acima da média do período entre 1961 e 1990, tornando o continente o mais distante de seu padrão histórico, segundo dados do Monitor Climático da Reuters.

As grandes quantidades de fumaça e cinzas lançadas na atmosfera nas últimas semanas expuseram milhões de pessoas à poluição do ar prejudicial à saúde. Cientistas dizem estar especialmente preocupados com a emissão de partículas finas conhecidas como PM2,5, associadas a doenças cardiovasculares, câncer de pulmão e problemas respiratórios.

Bombeiros combatem as chamas em uma fábrica em chamas, após um incêndio florestal ter começado perto de Oreokastro, nos arredores de Tessalônica, Grécia , em 4 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Alexandros Avramidis

Turistas retirados de áreas atingidas

Na ilha grega de Creta, equipes de combate ao fogo continuavam enfrentando focos persistentes ao longo de uma frente de 15 quilômetros e monitorando o risco de novos incêndios. Um foco iniciado na quarta-feira obrigou à retirada de centenas de turistas e moradores, inclusive por barco a partir de comunidades costeiras.

“Estamos travando uma grande batalha para conter o incêndio e esperamos controlá-lo até o fim do dia”, disse Giorgos Tsapakos, vice-governador regional de Proteção Civil de Creta.

Segundo ele, ventos fortes previstos até a noite de sábado, com rajadas de até 115 km/h, dificultavam o trabalho dos bombeiros.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, sediada em Genebra, estimou que cerca de 2 mil turistas foram retirados das áreas atingidas em Creta e informou que casas, terras agrícolas, olivais e rebanhos foram destruídos.

Também surgiram novos focos em outras regiões da Grécia. Na Beócia, a noroeste de Atenas, centenas de moradores e visitantes de uma pequena comunidade costeira foram retirados em embarcações da guarda costeira e barcos de pesca, enquanto densas nuvens de fumaça alaranjada cobriam a região.

A Espanha suspendeu na quinta-feira o estado de emergência nacional nas províncias de Ávila e Madri, devolvendo às autoridades regionais a coordenação das operações diante da melhora das condições.

Mesmo assim, equipes de combate ao fogo permaneceram em alerta nesta sexta-feira para possíveis novos focos, enquanto cerca de mil moradores de sete áreas residenciais de Pelayos de la Presa e San Martín de Valdeiglesias, na região da capital, ainda não puderam voltar para casa.

Mais a leste, um incêndio em La Vall d’Uixó, na província de Castellón, permanecia ativo, embora sem avanço nas últimas 48 horas. Cerca de 7 mil moradores continuam fora de casa, apesar de aproximadamente mil já terem retornado.

Ventos fortes também dificultavam o combate ao fogo no Parque Natural Arribes del Duero, na província de Zamora, perto da fronteira com Portugal, onde as chamas atingiram os cânions dos rios Douro e Tormes. Quatorze vilarejos foram evacuados, enquanto outros dois receberam orientação para que os moradores permanecessem em casa.

Um bombeiro combate um incêndio florestal perto da praia de Triopetra, na ilha de Creta, Grécia , em 30 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Stefanos Rapanis
Um bombeiro combate um incêndio florestal perto da praia de Triopetra, na ilha de Creta, Grécia , em 30 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Stefanos Rapanis



Valor Econômico

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