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Lindbergh pede que Flávio e Bolsonaro sejam incluídos em inquérito de atuação de Eduardo nos EUA | Política

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Eraldo Peres/AP

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu, nesta segunda-feira (18), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes inclua o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no inquérito que investiga a atuação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para coagir autoridades do Judiciário brasileiro.

A petição foi protocolada após o site Intercept Brasil revelar que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, financiou parte do filme biográfico do ex-presidente e recebeu mensagens de cobrança dos valores de Flávio. Segundo Lindbergh, é necessário investigar a possível conexão entre o financiamento do filme “Dark Horse”, os valores negociados pelo senador e a atuação de Eduardo nos EUA.

“A ampliação subjetiva do INQ 4995 é necessária para incluir Flávio Nantes Bolsonaro como investigado pelos fatos novos relacionados à captação, cobrança, intermediação ou destinação de valores vinculados ao suposto financiamento do filme ‘Dark Horse’, bem como por eventual participação, ainda que indireta, na estrutura material de apoio à campanha internacional conduzida por Eduardo Bolsonaro”, escreveu o parlamentar do PT.

Segundo Lindbergh, apesar de as mensagens revelarem que Flávio pediu dinheiro e que ao menos R$ 61 milhões foram enviados pelo ex-banqueiro, a produtora de Dark Horse nega ter recebido valores de Vorcaro. Sendo assim, o deputado afirma que é preciso investigar para onde foram os recursos, quem os recebeu, quem os intermediou, quem os executou, quem os converteu e se houve desvio de finalidade.

O deputado afirma que ainda que o dinheiro tenha vindo da iniciativa privada, os recursos podem constituir crimes, como corrupção, lavagem de dinheiro, financiamento irregular de atividade política ou vantagem indevida em favor de agente público.

Além da inclusão de Flávio e Jair no inquérito de Eduardo, Lindbergh também pede uma série de medidas, como o compartilhamento de investigações envolvendo Vorcaro, o Master e eventuais operadores financeiros, intermediários e empresas vinculadas à produção do filme. Também pede que a Polícia Federal (PF) elabore um relatório para cruzamento de informações e que sejam solicitados documentos às autoridades monetárias para identificar os fluxos financeiros relacionados ao filme e à família Bolsonaro.

Lindbergh ainda pede que seja considerada a imposição de medidas cautelares a Flávio, como o bloqueio do seu passaporte e a proibição de ele se ausentar do país. Também pede que as autoridades avaliem a possibilidade de cooperação jurídica internacional para obter registros bancários, contratos, atividades de lobby e remessas relacionadas ao filme e à atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior.

A ação penal contra Eduardo por coação e obstrução de Justiça está em fase de alegações finais. Na última semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-deputado, por entender que ele articulou sanções e pressões internacionais contra ministros do STF para impedir a condenação de seu pai na trama golpista.

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a ser investigado neste mesmo inquérito, já que ele seria o beneficiário das medidas, mas a PGR decidiu não o denunciar. Na ocasião, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que poderia reavaliar a sua manifestação caso surgissem novos fatos que indicassem a prática de crimes pelo ex-presidente.

Emendas parlamentares & “Dark Horse”

Além do pedido de Lindbergh, o ministro Flávio Dino também determinou a abertura de uma investigação preliminar para verificar se houve a destinação de emendas parlamentares para a produção do filme sobre Jair. A decisão foi tomada após deputados apresentarem informações a Dino de que os recursos de parlamentares bolsonaristas poderiam estar sendo usados para financiar a produção. O caso tramita sob sigilo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Eraldo Peres/AP



Valor Econômico

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