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Renan Santos, pré-candidato pelo Missão, partido do MBL, surge como uma alternativa nas eleições presidenciais, superando Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado em pesquisas.
Com 3% das intenções de voto, ele se destaca por sua crítica a Lula e Bolsonaro, afirmando que não é um “liberal bobo” e se opõe à privatização da Petrobras, considerando-a inadequada para a agenda fiscal.
Santos busca conquistar o eleitorado jovem e aqueles insatisfeitos com ambos os lados do espectro político. Ele se posiciona como um líder viável, destacando seu histórico no MBL e sua oposição ao PT, que considera seus “inimigos históricos”.
Santos defende uma agenda fiscal rigorosa e reformas imediatas, inspirando-se em Javier Milei, e acredita que o Brasil pode aproveitar recursos minerais e energia para impulsionar o crescimento.
Ele critica a relação de Flávio Bolsonaro com o crime organizado e reafirma sua intenção de se provar como uma opção forte para o segundo turno.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Em meio à perda de força de Flávio Bolsonaro nas pesquisas para a Presidência, um nome até então fora do radar do mercado deu sinais de que pode despontar. Renan Santos, pré-candidato pelo Missão, partido do Movimento Brasil Livre (MBL), apareceu à frente de Ronaldo Caiado e Romeu Zema na pesquisa realizada pela Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 10 de junho.
Ele aparece em terceiro lugar, com 3% das intenções de voto, empatado com Caiado. Cenários de segundo turno apontam que Santos chegou a 31% das intenções na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu melhor desempenho na série histórica.
Com esses resultados a tiracolo, Santos participou nesta quarta-feira, 10 de junho, de um evento promovido pela Genial Investimentos com clientes e parceiros, em São Paulo, para falar sobre suas visões para o País e sobre como conduzirá sua campanha, mesmo sem contar com tempo de televisão e estrutura semelhantes aos de seus adversários.
No encontro com integrantes da Faria Lima, ele criticou tanto Lula quanto Bolsonaro, demonstrou certo desalinhamento com o mercado quando o assunto é privatização ao criticar o que chamou de “liberal bobismo”.
“O mal do liberalismo no Brasil é o que a gente cunhou de liberal bobismo uma coisa que surgiu nas redes sociais e que hiper simplificações para debater na internet”, afirmou Renan.
Ele também destacou que, entre os candidatos alternativos, é o único viável, dado seu histórico no MBL. “Todas as revistas estavam me ignorando, mas não vai dar para me tirar da foto, porque eu vou ganhar essa ‘bagaça'”, disse Santos. “Naturalmente, eu vou ultrapassar esses caras, porque sou um líder melhor do que eles. Eu lidero um movimento político e sou presidente de um partido.”
Segundo ele, sua candidatura ficará de fato competitiva para todos quando “terminar de atravessar o Rubicão”, o que significa mostrar que é o mais viável para derrotar o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno, abrindo caminho para uma composição com alguns campos da direita. “Eu preciso me provar para que possa ser ouvido”, afirmou.
A aposta dele é crescer entre o público mais jovem e masculino, onde o MBL tem maior penetração, subir a pirâmide etária para conquistar mais mulheres e ganhar espaço no eleitorado que não está totalmente alinhado ao bolsonarismo nem ao lulismo. “Há muito mais eleitores do que eles imaginam, eleitores que estão disponíveis para convencimento e para construir um projeto conjunto”, disse.
Apesar da avaliação de analistas de que Santos precisa de uma parcela dos votos de Bolsonaro caso vá ao segundo turno, ele não aliviou para o senador.
Na conversa, atacou Flávio Bolsonaro e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além das acusações de que o senador tem ligações com o crime organizado no Rio de Janeiro, afirmando que ele é uma “máquina de escândalos”.
Questionado sobre a possibilidade de perder votos, disse que “escolher o público que não quero convencer diz mais” sobre sua candidatura, destacando ainda que não é possível escapar do assunto.
“O eleitor que, em 2026, considera o Flávio a opção corajosa, ética, um cara que defendia toda aquela corja do Rio de Janeiro envolvida com o Comando Vermelho, um cara que não pode ser presidente da República, quem escolhe isso está errado”, afirmou. “Eu não tenho culpa de que ele andava com matador ligado a bicheiro, não é culpa minha, ele me obriga a falar. Eu não falo essas coisas do Zema e do Caiado.”
Sobre Lula, ele o classificou, assim como o PT, como seus “inimigos históricos”, relembrando os tempos do MBL, quando ajudou a articular o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “A dedicação que tenho é enfrentar o PT. Diferentemente do Flávio, que estava envolvido em corrupção, eu estava envolvido em destruir o PT. Meu grande inimigo é o petismo”, disse.
Assim como outros candidatos da direita, Santos afirmou que o País enfrentará uma dura crise financeira caso reeleja Lula, considerando o aumento dos gastos. Nesse sentido, disse que pretende aplicar uma agenda fiscalista logo ao ser eleito, com o fim das indexações e cortes de despesas.
Ele afirmou que se inspira em Javier Milei, presidente da Argentina, eleito defendendo uma dura agenda de ajustes. “Ele demonstrou que sinceridade eleitoral não faz perder votos, porque as pessoas entendem quando se diz que é preciso fazer um tratamento mais intenso. Vamos implementar um conjunto de reformas logo no começo e brigar de maneira clara, expondo a agenda que defendemos”, disse.
Santos apontou ainda que o País possui alguns “atalhos” que pode aproveitar para reenergizar o crescimento. Um deles é o tema dos minerais essenciais. Segundo ele, é preciso ter não apenas a cadeia de extração e refino, mas também os negócios que produzirão os produtos finais dentro do Brasil.
Outro “atalho” viria pelo lado da energia: utilizar a vantagem de o Brasil ter geração abundante e barata para atrair data centers.
Apesar da agenda liberal, Santos demonstrou que não está disposto a privatizar a Petrobras, diferentemente do que Zema já sinalizou. Para ele, privatizações não podem fazer parte da agenda fiscal. Segundo afirmou, essa visão integra uma corrente que classificou como “liberobobismo”, marcada por simplificações voltadas para debates na internet, síndrome da qual já sofreu.
“Vimos privatizações bem ruins, como foi o caso da Emae, das compras que [o empresário Nelson] Tanure fez no Paraná”, disse. “Vender a Petrobras não é política fiscal. E, num mundo de reservas estratégicas escassas, faz sentido entregar um ativo para uma estatal saudita? É preciso ter marcos regulatórios para evitar danos aos acionistas. No caso de outras estatais, como os Correios, pode vender.”