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Nutricionista dá mata-leão em suspeito e escapa de estupro em SP

Nutricionista dá mata-leão em suspeito e escapa de estupro em SP

Uma nutricionista, identificada como Jessica Soares, escapou de um estupro dentro do próprio apartamento em um condomínio em Barueri, na Grande São Paulo. O suspeito do caso, que ocorreu no dia 23 de maio, foi preso em flagrante.

Wellington de Oliveira Santos, de 36 anos, teria acessado o condomínio sem autorização, invadido a residência, ameaçado e agredido a mulher, que conseguiu se livrar da violência após usar técnicas de defesa pessoal de jiu-jitsu. A luta corporal teria durado mais de 10 minutos. 

Camêras de segurança registraram o momento em que o homem acessa o prédio, por volta das 8h. Em seguida, ele passou pela catraca da recepção sem ser percebido e seguiu para os elevadores do local. Pouco tempo depois, ele chega ao andar que a nutricionista mora.  

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Segundo Jessica, ela estava dormindo quando percebeu a presença do desconhecido dentro da própria casa. No momento, começaram as agressões e a luta corporal. Wellington teria subido no corpo da mulher, tentado tirar a roupa dela, a ameçado de morte e confirmado que queria estuprá-la.

Após se desvencilhar, a nutricionista saiu correndo pelos corredores do andar e bateu em diversas portas. No entanto, somente uma idosa apareceu para proteger a mulher.

De acordo com Silvana Campos, advogada de Jessica, “as pessoas deixaram de ajudá-la, colocando a vida dela ainda mais em risco. E a única pessoa que ajudou, por incrível que pareça, foi uma senhora.” A mulher abriu a porta e separou as agressões, já que Wellington havia voltado a esganar Jessica.

Após a primeira ajuda, outros moradores saíram das residências e seguraram Wellington até a chegada da Guarda Municipal, que efetuou a prisão em flagrante. Jessica estava com diversas lesões espalhadas pelo corpo e foi encaminhada para um pronto-socorro da região. 

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A defesa de Jessica ainda aponta que o homem a perseguia e observava há tempos. 

Ficha criminal do homem

Segundo informações da advogada, Wellington é reincidente no crime de estupro e já foi condenado a 11 anos de prisão, mas estava em liberdade condicional.

Além disso, ela afirma que o homem fazia parte de uma quadrilha de tráfico internacional de mulheres. Silvana aponta ainda que após a prisão de Wellington, já apareceram outras duas vítimas do homem.

Informações apontam ainda que o homem já teria cometido crimes de violência doméstica contra mulher, em 2005.

“Eu não sou esse monstro, Doutor”

Um dia após a prisão, Wellington passou por audiência de custódia, quando a pirsão em flagrante foi convertida em preventiva. No depoimento, ele relatou que havia saído para beber e entrou no condomínio para se proteger da chuva. Ele afirmou que “não tinha intenção nenhuma na mente”.

Além disso, ele indicou que entrou no local e não foi impedido por ninguém de adentrar o prédio. “Eu não sei nem como eu cheguei lá, eu não sabia se tinha um homem ou uma mulher (no apartamento)”, disse Wellington.

No momento em que o anúncio do mantimento da prisão ocorreu, Wellington disse: “Não faz isso comigo não, Doutor. Eu cuido do meu pai que tem 74 anos. Eu cuido dele. eu não sou toda essa periculosidade não, Doutor. Eu simplesmente estava alcoolizado. Eu te imploro, Doutor. O senhor pode me dar esse voto de confiança, Doutor. Eu não sou esse monstro todo não.”

Mesmo após os pedidos de Wellington, a decisão sobre a prisão preventiva foi mantida. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri como tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa de Wellington de Oliveira Santos.



Revista do Ceará e CNN

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