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Produção de minério de ferro da Vale sobe 3% no 1° trimestre | Empresas

Planta da Vale no sultanato de Omã, na Península Arábica — Foto: Divulgação/Vale

A produção de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre atingiu 69,675 milhões de toneladas, uma alta de 3% frente a igual período do ano passado. As vendas de pelotas, por sua vez, totalizaram 8,169 milhões de toneladas, uma alta de 13,7%. Os dados constam do Relatório de Produção e Vendas da companhia, divulgado nesta quinta-feira (16).

A empresa destacou que o Sistema Norte produziu 1,2 milhão de toneladas a menos que nos três primeiros meses do ano passado, totalizando 33,2 milhões de toneladas entre janeiro e março deste ano. A queda, segundo a Vale, reflete a “menor, porém esperada”, disponibilidade de “run-of-mine” em Serra Norte, parcialmente compensada pelos efeitos positivos da otimização do portfólio de produtos dentro no plano de lavra.

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O S11D, em Carajás, alcançou um novo recorde de produção para um primeiro trimestre, atingindo 19,9 milhões de toneladas, impulsionado pelas iniciativas contínuas de confiabilidade dos ativos e pelo maior uso de equipamentos móveis.

O crescimento da produção no primeiro trimestre foi impulsionado pelo Sistema Sudeste, com 3,1 milhões de toneladas a mais que no primeiro trimestre de 2025, totalizando 19,2 milhões de toneladas no trimestre, apesar dos maiores níveis de precipitação e da interrupção de cinco dias nas operações ferroviárias.

“O aumento ocorreu devido ao contínuo ramp-up [avanço de produção] do projeto Capanema, que deve atingir capacidade total no segundo trimestre; ao forte desempenho de Brucutu, alcançando a maior produção de primeiro trimestre desde 2018, após o aumento da produção da quarta e quinta linhas de processamento, e à redução do tempo de parada para manutenção no Complexo Itabira”, disse a Vale no relatório.

O aumento da produção de pelotas foi puxado pela maior produção nas plantas de pelotização de Tubarão, refletindo a maior disponibilidade de “pellet feed” proveniente de Itabira.

Produção na Península Arábica

A empresa informou que, em meados de março, a produção nas plantas de pelotização de Omã foi interrompida para manutenção anual programada, enquanto as atividades de construção na planta de concentração de Sohar ― capital de uma das províncias de Omã ― também foram suspensas.

“Em função dos desdobramentos relacionados aos conflitos no Oriente Médio, incluindo restrições logísticas, espera-se que as plantas de Omã retomem suas operações no final do terceiro trimestre”, disse a mineradora.

“Durante esse período, o pellet feed originalmente destinado a Omã será redirecionado para as plantas de pelotização de Tubarão e para vendas de finos, mantendo inalterado o guidance de produção de aglomerados para 2026, em 30–34 milhões de toneladas”, informou a companhia.

Planta da Vale no sultanato de Omã, na Península Arábica — Foto: Divulgação/Vale

As vendas de finos de minério de ferro no primeiro trimestre subiram 4,7% na comparação anual, para 59,436 milhões de toneladas. As vendas de pelotas subiram 2,7% na mesma comparação, para 7,699 milhões de toneladas. As vendas de run-of-mine — minério bruto — foram de 1,578 milhão de toneladas, queda de 16,3%.

Com isso, as vendas totais de minério de ferro somaram 68,713 milhões de toneladas, 3,9% a mais que nos três primeiros meses do ano passado.

Segundo a Vale, o crescimento ficou em linha com a alta da produção e o consumo de 5,5 milhões de toneladas do estoque da empresa reflete a venda de estoques em trânsito, em função do aumento de produção do segundo trimestre do ano passado.

Em termos de valores, o preço médio realizado nos finos de minério de ferro no primeiro trimestre foi de US$ 95,8 por tonelada, alta de 5,5% ante o primeiro trimestre de 2025. O preço médio realizado na venda de pelotas foi de US$ 133,8 por tonelada, baixa de 5%.

O prêmio “all-in”, ajustado pelo índice de preço 61%Fe, totalizou US$ 6,2 por tonelada no primeiro trimestre, um aumento de US$ 2,6 por tonelada frente ao quarto trimestre de 2025, refletindo a estratégia de portfólio de produtos, mix de produtos mais flexível e maiores prêmios de mercado para produtos de baixo teor de alumina.

Mina de Salobo, da Vale, em Marabá (PA) — Foto: Cláudio Belli/Valor
Mina de Salobo, da Vale, em Marabá (PA) — Foto: Cláudio Belli/Valor

A produção de níquel da Vale no período foi de 49,3 mil toneladas, uma alta de 12,3% frente ao primeiro trimestre do ano passado. Já a produção de cobre atingiu 102,3 mil toneladas, um avanço de 12,5% na mesma comparação.

O aumento da produção de níquel foi puxado tanto pelas operações no Canadá, que tiveram aumento de 2,3 mil toneladas frente aos três primeiros meses do ano passado, quanto ao avanço da produção no Brasil, que cresceu 3,5 mil toneladas. No Canadá, a produção cresceu em Sudbury e Voisey’s Bay, mas caiu em Thompson. No Brasil, houve crescimento na produção de Onça Puma.

Em relação ao cobre, a produção no Brasil aumentou em 13,5 mil toneladas frente ao primeiro trimestre do ano passado, enquanto houve queda de 2,2 mil toneladas na produção canadense. No Brasil, o volume extraído cresceu em Salobo e em Sossego. No Canadá houve redução na produção em Sudbury devido a questões climáticas.

As vendas de níquel nos três primeiros meses de 2026 somaram 44,8 mil toneladas, alta de 15,2% frente ao primeiro trimestre do ano passado, enquanto as vendas de cobre cresceram 11,4%, para 91,2 mil toneladas.

O preço médio realizado na venda de cobre no primeiro trimestre ficou em US$ 13.143 por tonelada, uma alta de 47,8% ante o igual período do ano passado. O preço médio realizado na venda de níquel foi de US$ 17.015 por tonelada, uma alta de 5,6%.

Concessões ferroviárias

Também nesta quinta, o conselho de administração da Vale aprovou a continuidade das negociações pelo comitê executivo da companhia visando à otimização dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória a Minas, junto a órgãos governamentais.

Em comunicado divulgado ao mercado, a mineradora cita o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a empresa pública Infra.

“A conclusão da otimização dos contratos de concessão, quando aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), deverá conferir maior previsibilidade, segurança jurídica e definitividade às obrigações e aos investimentos associados às duas concessões ferroviárias da Vale”, afirma a companhia.

A Vale afirma no comunicado estar adimplente e acrescenta que continuará cumprindo integralmente todas as obrigações previstas nos contratos de concessão.

Estrada de Ferro Vitoria a Minas, da Vale — Foto: Daniel Mansur / Divulgação
Estrada de Ferro Vitoria a Minas, da Vale — Foto: Daniel Mansur / Divulgação



Valor Econômico

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