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Rubio conclui viagem ao Golfo e diz que acordo com Irã garantirá segurança dos aliados | Mundo

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sai após uma reunião com o rei do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa, durante a visita de Rubio ao Oriente Médio para discutir o acordo provisório entre os EUA e o Irã com os aliados árabes do Golfo, no Palácio Al-Sakhir, perto de Zallaq, Bahrein, em 25 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Eric Lee/Pool

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira (25) a aliados do Golfo que qualquer acordo com o Irã levará em conta os interesses das nações parceiras de Washington, ao concluir uma viagem ao Oriente Médio. O périplo de Rubio pelos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein foi destinado a conquistar o apoio de parceiros regionais que mantêm profundas reservas em relação ao acordo preliminar firmado entre a Casa Branca e Teerã na semana passada.

Em reunião com chanceleres dos países árabes do Golfo, realizada no Bahrein — sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA —, Rubio reiterou que Washington busca uma paz duradoura com o Irã, adversário histórico dos americanos, que não comprometa a segurança de seus aliados na rica região produtora de petróleo, muitos dos quais consideram o acordo excessivamente favorável a Teerã após terem sido atacados pelo país durante o conflito.

“Não faremos nada que comprometa a segurança dos nossos aliados, nossos aliados de longa data na região”, disse o secretário a jornalistas no Kuwait.

Durante a guerra, o Irã enfrentou dois dos exércitos mais poderosos do mundo, os de Estados Unidos e Israel. e assumiu o controle efetivo do estratégico Estreito de Ormuz, provocando graves interrupções no fluxo de petróleo e abalando os mercados globais de energia e a economia mundial.

Rubio disse a jornalistas que os aliados do Golfo expressaram preocupações muito sérias e que desejam ser informados sobre cada etapa do acordo de paz, que inclui disposições relacionadas a Ormuz.

Se o Irã ameaçar ou bloquear navios no Estreito de Ormuz, então teremos um problema”, afirmou Rubio, depois de dizer anteriormente aos ministros que “nenhum país do mundo tem o direito de cobrar pelo uso de hidrovias internacionais” e que tarifas sobre a navegação jamais fariam parte de qualquer acordo.

Rubio afirmou que não discutiu o fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões previsto na proposta de paz para o Irã. Os países do Golfo temem que Teerã utilize esses recursos para reconstruir sua capacidade militar.

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que presidiu a reunião, saudou o anúncio de Omã sobre a criação de um corredor para a passagem segura de embarcações pelo estreito.

Omã informou aos participantes do encontro que os futuros arranjos para o estreito não envolverão cobrança de taxas de trânsito.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sai após uma reunião com o rei do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa, durante a visita de Rubio ao Oriente Médio para discutir o acordo provisório entre os EUA e o Irã com os aliados árabes do Golfo, no Palácio Al-Sakhir, perto de Zallaq, Bahrein, em 25 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Eric Lee/Pool

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que o Irã concordou com inspeções nucleares “para sempre”, enquanto Teerã afirmou que não fez qualquer concessão desse tipo durante as negociações..

Os seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), composto por Arábia Saudita, Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, são aliados estratégicos dos Estados Unidos, ofereceram algum grau de apoio logístico a Washington durante a guerra e todos foram atingidos por ataques aéreos iranianos em consequência do conflito.

Esses países formam a espinha dorsal da arquitetura de segurança americana no Oriente Médio, e qualquer revisão da relação de segurança entre eles e Washington poderá ter impacto significativo sobre a estratégia militar americana na região.

O rascunho do acordo entre Estados Unidos e Irã não impõe limites ao programa de mísseis balísticos iraniano, prevê um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões e contém disposições que podem ampliar a influência regional de Teerã e seu controle sobre rotas estratégicas de transporte de petróleo.

Alguns aliados dos EUA no Golfo manifestam reservadamente preocupação com o fato de que o acordo provisório possa abrir caminho para uma normalização das relações entre Washington e o Irã, um país de maioria xiita considerado pela maior parte dos Estados sunitas do CCG como seu principal adversário.

Moradores nadam nas águas do Estreito de Ormuz enquanto uma pequena lancha passa por navios de carga e outras embarcações comerciais perto de Bandar Abbas, Irã, na quarta-feira, 17 de junho de 2026 — Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA via AP
Moradores nadam nas águas do Estreito de Ormuz enquanto uma pequena lancha passa por navios de carga e outras embarcações comerciais perto de Bandar Abbas, Irã, na quarta-feira, 17 de junho de 2026 — Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA via AP



Valor Econômico

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