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Silézia Franklin se apresenta no Festival Alberto Nepomuceno

Silézia Franklin se apresenta no Festival Alberto Nepomuceno







22 de maio de 2026 – 11:41
#Festival Alberto Nepomuceno (FAN)


Ascom Festival Alberto Nepomuceno – Texto


Paixão por sanfona, ‘ouvido’ privilegiado e aliança entre música e educação marcam trajetória da professora universitária

Silézia Franklin (foto: divulgação)

Até 13 de junho, as cidades de Fortaleza, Itapipoca e São Gonçalo do Amarante sediam a 12ª edição do Festival Alberto Nepomuceno (FAN). Com formato híbrido, o evento atende públicos diversos em escolas da rede pública da zona urbana e zona rural, Museu de Arte da UFC (Mauc) e encontros virtuais. A programação iniciou nesta segunda-feira (18/5) e é totalmente gratuita. Nesta sexta-feira (22), a musicista e professora universitária Silézia Franklin participa do FAN com sanfona, escaleta, imaginação e improviso.

Ela apresenta os dois instrumentos para crianças, adolescentes e jovens de escolas públicas, nas zonas urbana e rural de São Gonçalo do Amarante e Itapipoca. Nesta sexta (22), ela e a DJ Renatinha compartilham a experiência de um desafio no Centro de Educação Infantil Maria Aldenora de Sousa, no Assentamento Maceió; e na Escola Indígena Brolhos da Terra, na Barra do Mundaú.

Elas tocam juntas e ‘desafiam’ a plateia a tocar com elas, fazendo da brincadeira, do jogo, do encontro, o que são, possibilidades de ensino e aprendizagem da vida em comum. As duas sabem disso. Renatinha é pioneira na cena DJ no Ceará. E, ainda criança, Silézia participou de teatro em personagem masculino “porque não ficava bem menina tocando sanfona”.

O 12º Festival Alberto Nepomuceno integra a Política Nacional Aldir Blanc, é realizado pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura (MinC), e pela produtora Vagalume. Tem apoio institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio da Pró-Reitoria de Cultura; Museu de Arte da UFC (Mauc); Programa de Promoção da Cultura Artística; Instituto de Cultura (ICA) e Grupo de Violoncelos da UFC. Tem apoio do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará). Conta ainda com parceria com a Rede Festivais da Arte e Cultura do Ceará e a Associação Cardume.

Sobre Silézia Franklin

Ela começou a tocar sanfona por volta dos quatro anos de idade. “De ouvido”. Filha de pai militar, com a mudança da família de Fortaleza para Crateús, Silézia passa a estudar sanfona com a Profa. Chiquita (Francisca Vasconcelos). A professora percebe que a menina não se orientava pela partitura e sim seguindo o rastro da música na própria memória.

A sanfoneirinha de ‘ouvido’ se torna professora universitária do curso de Enfermagem. Na trajetória de 40 anos de sala de aula e projetos de extensão, no lastro do educador Paulo Freire, Silézia se apropria da sanfona e da música como fortes aliadas na educação em saúde para crianças e adultos. Envolve estudantes e comunidades assistidas, facilita e abre caminhos.

A sanfona abriu caminhos para a própria Silézia, que, além do ouvido privilegiado, tem habilidades para vários instrumentos musicais. Nos últimos cinco anos, vem tocando também escaleta. “Eu estava no Rio de Janeiro, sem a sanfona e com uma roda de música para participar. Vi em uma vitrine a escaleta, que tem teclado similar à sanfona, comprei e fui tocar. Nas rodas de choro, vou de escaleta”, conta.

12ª edição Festival Alberto Nepomuceno

/// Itapipoca

Dia 22/05 (sexta-feira)

Às 9h30, no Centro de Educação Infantil Maria Aldenora de Sousa (Córrego da Estrada, Assentamento Maceió)
De repente, um desafio: DJ Renatinha e Silézia Franklin (sanfona e escaleta)

Às 14h, na Escola Indígena Brolhos da Terra (Barra do Mundaú)
De repente, um desafio: DJ Renatinha e Silézia Franklin (sanfona e escaleta)

/// Fortaleza

Dia 13/06

Às 10h, no Museu de Arte da UFC (Av. da Universidade, 2854, Benfica, Fortaleza)
Da casa pra rua, conversa entre pai e filha: DJ Renatinha e o pesquisador de música Osmar Onofre
Pioneira entre as mulheres DJs no Ceará, Renatinha tem lastro de repertório em casa, filha que é do colecionador de LPs, CDs e histórias musicais Osmar Onofre. Uma conversa cheia de música, com a vitrola tocando baixinho.

/// Encontros virtuais Joias do Ceará

Dia 30/5 (sábado)

Às 10h, no YouTube do FAN – Joias do Ceará
Virgínia Fukuda (80 anos de vida – 50 de Fortaleza) – Música, leitura e bordado
Uma mestra das artes de bordar, filha de japoneses nascida em São Paulo, Virgínia Fukuda passa a morar em Fortaleza em 1976. Nos últimos anos, tem constituído um acervo com sua sofisticada produção de arte têxtil, incluindo a técnica sashiko, originada no Japão. São livros de artista (exemplares únicos), peças de vestuário com relatos visuais sobre a migração japonesa, séries sobre jazz, chorinho e literatura, dentre trabalhos realizados em vários formatos.

Dia 06/06 (sábado)

Às 10h, no YouTube do FAN – Joias do Ceará
“Torém: brincadeira dos índios velhos”, livro de Gerson Augusto de Oliveira Jr.
“O torém é o brinquedo que os índios velhos deixaram pra nós”. A voz de Joana Henrique Tremembé ressoa em uma das epígrafes do livro, publicado em 1998 pela editora Anna Blume e Secult Ceará. A pesquisa-dissertação de mestrado, realizada junto ao Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFC, foi contemplada em 1997 com o Prêmio Sílvio Romero, concedido pelo Ministério da Cultura – Funarte – Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. O professor Gerson Augusto de Oliveira Jr. apresenta desde os primeiros registros históricos – quando o torém “designa também um instrumento musical utilizado durante a dança” – à pesquisa de campo realizada junto aos Tremembé de Almofala, no litoral Oeste do Ceará.

Dia 09/06 (terça-feira)

Às 19h, no YouTube do FAN – Joias do Ceará
Leituras Públicas Gilmar de Carvalho: livro “Tirinete – Rabecas da Tradição”
A pesquisa sobre rabecas nos quatro cantos do Ceará foi contemplada em 2014 com o Prêmio Rodrigo de Mello Franco, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Um pensador da cultura com uma intensa prática de atuação, Gilmar de Carvalho (1949-2021) lança em 2018 o livro que redesenha o Ceará a partir da vivência de uma mulher (Ana Soares) e homens construtores e tocadores de rabeca. Com fotos de Francisco Sousa, a publicação tem texto de apresentação de Ana Miranda. Uma edição Expressão Gráfica e Editora, está disponível também em formato pdf para livre acesso. O professor já havia publicado “Rabecas do Ceará” em 2006. Criadora da série “Joias do Ceará”, a jornalista Izabel Gurgel inicia a versão virtual das Leituras Públicas Gilmar de Carvalho.






Secretaria da Cultura

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