A Petrobras terminou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 32,66 bilhões, queda de 7,2% em comparação com o lucro de R$ 35,21 bilhões apurado no mesmo intervalo do ano anterior. A receita de vendas da estatal somou R$ 123,68 bilhões no trimestre, alta de 0,4%, ante a receita de R$ 123,14 bilhões do mesmo intervalo de 2025.
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O balanço da companhia refletiu efeitos não recorrentes que totalizaram R$ 13,43 bilhões positivos no trimestre, sendo 23,7% inferior aos ganhos não recorrentes apresentados um ano antes. Grande parte dessa redução é explicada por menores ganhos com variação cambial, que tiveram um impacto positivo de R$ 12,31 bilhões no primeiro trimestre de 2026, ficando 32,9% menor que o impacto cambial positivo de R$ 18,36 bilhões no primeiro trimestre de 2025.
O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve redução de 2,4% no trimestre, para R$ 59,64 bilhões, ante os R$ 61,08 bilhões do período de janeiro a março do ano anterior.
A Petrobras encerrou o primeiro trimestre com resultado financeiro líquido positivo em R$ 7,86 bilhões, revertendo o resultado negativo de R$ 12,51 bilhões do quarto trimestre de 2025 e 25,8% inferior ao número positivo de R$ 10,59 bilhões no primeiro trimestre do ano passado.
A receita financeira alcançou R$ 1,75 bilhão, alta de 1,2% na comparação anual. Já a despesa financeira caiu 9,8% na base anual, para R$ 5,18 bilhões. As variações monetárias e cambiais, líquidas, tiveram um impacto positivo de cerca de R$ 11,3 bilhões, redução anual de 22,7%.
A Petrobras encerrou o primeiro trimestre com R$ 34,29 bilhões em caixa, ante o caixa de R$ 35,61 bilhões no quarto trimestre de 2025.
A Petrobras fechou o primeiro trimestre com receita de R$ 69,8 bilhões na venda de derivados no mercado interno, uma queda de 7,3% frente a igual período do ano passado.
A receita com a venda de diesel caiu 7,6% nos três primeiros meses do ano frente a igual período de 2025, para R$ 35,4 bilhões, enquanto a receita com a venda de gasolina caiu 11,3% na mesma comparação, para R$ 15,3 bilhões.
As vendas totais da estatal no mercado interno somaram R$ 82,5 bilhões, uma queda de 9,4% nos três primeiros meses do ano passado.
A companhia obteve, entre janeiro e março, uma receita de vendas de R$ 41,1 bilhões no mercado externo, o que significou uma alta de 28,3% frente a igual período de 2025.
Nos três primeiros meses do ano, o preço médio dos derivados vendidos pela empresa no mercado interno caiu 9,8% frente ao primeiro trimestre do ano passado.
O endividamento líquido da Petrobras chegou a US$ 62,09 bilhões no fim de março, alta de 2,5% ante o endividamento do fim de dezembro, de R$ 60,59 bilhões. Em março de 2025, a cifra havia chegado a R$ 56,03 bilhões.
Com isso, a alavancagem financeira medida pela relação entre dívida líquida e resultado Ebitda ajustado chegou a 1,43 vez, ante 1,42 vez no fim de dezembro e 1,45 vez em março de 2025.
Em reais, a dívida líquida da estatal atingiu R$ 324,08 bilhões, ante R$ 333,40 bilhões no fim de dezembro e R$ 321,75 bilhões de março de 2025.
A empresa investiu US$ 5,1 bilhões no primeiro trimestre, alta de 25,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Do montante, US$ 4,46 bilhões correspondem a investimentos no segmento de exploração e produção, representando 87,4% do total e um avanço de 27,4% ante os investimentos do primeiro trimestre de 2025. A maior parte do investimento nesta divisão foi alocado em projetos em desenvolvimento da produção, com cerca de R$ 3,51 bilhões.
A Petrobras ainda investiu US$ 503 milhões em refino, transporte e comercialização, e US$ 68 milhões em gás e energias de baixo carbono.