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Barack Obama inaugura o Obama Presidential Center em Chicago, um projeto de US$ 850 milhões, que combina cultura, educação e iniciativas sociais.
Localizado no histórico Jackson Park, o centro contará com quatro construções, incluindo um museu, uma biblioteca, um complexo poliesportivo e um espaço para eventos.
O projeto, que visa ser um espaço dinâmico e acolhedor, empregará 250 pessoas e atrairá cerca de 600 mil visitantes anualmente.
A data de inauguração, 19 de junho, é simbólica, celebrando a emancipação dos escravizados.
O centro não é uma biblioteca presidencial tradicional, mas sim um espaço que conta a história dos Estados Unidos e da presidência de Obama, incluindo uma ala dedicada a Michelle Obama.
O paisagismo do parque foi ampliado e inclui 900 novas árvores e 30 obras de arte. O projeto reflete a visão de inclusão e acolhimento dos Obama, com ênfase em inspirar o futuro.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Nova York — Dez anos após deixar a Casa Branca, Barack Obama inaugura, na próxima sexta-feira, o Obama Presidential Center, um projeto colossal, avaliado em US$ 850 milhões. A instituição está localizada no Jackson Park, um parque histórico na região de South Side de Chicago, idealizado em 1871 por Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux, os mesmos criadores do Central Park, em Nova York.
Reunindo cultura, esporte, artes performáticas e recreação, o complexo vai empregar 250 profissionais e receber, em média, 600 mil visitantes por ano na área interna e quase um milhão na externa.
A data e o local são simbólicos: 19 de junho, ou Juneteenth, passou a ser feriado nacional em 2021, em celebração à emancipação dos escravizados do país. E South Side é a região onde Michelle Obama nasceu e cresceu, e onde o jovem Obama começou sua vida adulta, ingressando como líder comunitário. Foi lá também que o casal comprou a primeira casa e teve suas duas filhas.
O projeto inclui quatro construções, incluindo uma torre de oito andares, que abriga um museu, uma filial da Biblioteca Pública de Chicago, um complexo poliesportivo e um espaço com auditório, restaurante, jardim interno e salas de gravação e de reuniões.
“Faz todo sentido que este projeto esteja aqui”, diz Obama no vídeo de divulgação do novo centro.
Conhecida por concentrar comunidades de baixa renda, a South Side já tem desfrutado de diversas iniciativas comunitárias e educacionais de grande impacto, promovidas pela Obama Foundation. Inaugurada em 2014, a fundação emprega 235 pessoas e recebe incentivos de empresários como Brian Chesky, fundador do Airbnb, que aportou US$125 milhões em um projeto de bolsas de estudo.
“Em seu discurso de despedida da Casa Branca, Barack Obama disse que, a partir daquele momento, ele voltava ao seu cargo mais importante: o de cidadão”, afirma Valerie Jarrett, CEO da nova instituição, cuja pedra fundamental foi lançada em 2021. “Este projeto é um motor econômico não apenas para South Side, mas também para toda a cidade”, completa a executiva no material de apresentação.
Como ela conta, o ex-presidente não queria que o projeto fosse apenas uma “cápsula do tempo” de seu período na presidência:
“Ele vislumbrava um espaço vivo, dinâmico e acolhedor, em que pessoas da vizinhança ou de qualquer lugar do mundo se sentissem bem-vindas, seguras, engajadas, inspiradas e motivadas a promover mudanças em suas próprias vidas. E ele queria fazer isso por meio de histórias, porque, como todos sabem, ele é um grande contador de histórias”.
O complexo difere de uma biblioteca presidencial, formada após cada presidência, que reúne registros históricos e artefatos acumulados ao longo do período. Hoje, existem 16 destas bibliotecas espalhadas pelo país, dedicadas a cada presidente, começando por Herbert Hoover (1929-33).
A biblioteca de Obama não está no novo complexo, mas em outra região no estado de Illinois.
O Obama Presidential Center é uma iniciativa privada cujo museu conta a história do país, exibindo peças como documentos dos fundadores dos Estados Unidos. Terá uma réplica em tamanho real do Oval Office, onde os presidentes americanos trabalham na Casa Branca, e galerias que contam a história da presidência de Obama, incluindo fotografias, vídeos e até algumas das milhares de cartas que ele recebia (lia e respondia) de cidadãos comuns.
O trecho de um discurso de Obama no topo da torre do museu é um dos elementos mais marcantes do projeto (Foto: Divulgação)
A arquitetura leva a assinatura do casal (e parceiros profissionais) Todd Williams e Billie Tsien, do escritório nova-iorquino Dezeen (Foto: Divulgação)
A ala dedicada a Michelle Obama traz, entre outros elementos, alguns de seus vestidos mais emblemáticos (Foto: Divulgação)
O projeto ampliou o Jackson Park em 1,5 mil hectares (Foto: Divulgação)
O Obama Presidential Center é uma iniciativa privada cujo museu conta a história não só de Obama, mas dos Estados Unidos (Foto: Divulgação)
Uma das alas é dedicada aos feitos de Michelle Obama enquanto primeira-dama. O espaço inclui uma vitrine com figurinos históricos: ali estão o memorável vestido preto e vermelho que ela vestiu no dia em que o marido foi eleito e o longo com figuras geométricas usado para posar para a pintura oficial que está na National Portrait Gallery, em Washington, DC.
A arquitetura leva a assinatura do casal (e parceiros profissionais) Todd Williams e Billie Tsien, do escritório nova-iorquino Dezeen. Eles venceram uma competição entre seis concorrentes.
Williams explica, também na divulgação do centro, que a base do projeto é a combinação das ideias de “singular” e “plural”, enquanto Billie Tsien reforça que, mais do que contar sobre o passado, o objetivo é inspirar o futuro. “As palavras eram muito importantes para nós, assim como são para o presidente Obama”, diz a arquiteta.
Um dos elementos mais marcantes do projeto é o topo da torre do museu, onde um trecho do discurso que Obama considera o mais importante de sua presidência foi gravado em letras monumentais — escrito para o cinquentenário das Três Marchas.
Em 1965, liderada por Martin Luther King Jr. e outros ativistas, a população percorreu cerca de 87 quilômetros entre as cidades de Selma e Montgomery, no Alabama, em defesa do votos dos negros americanos.
De dentro da sala Nelson Mandela Sky Room, os visitantes observam a cidade pelo vazado das letras do discurso.
“Gosto do fato de o texto começar com ‘Você é a América’ e terminar com ‘esta nossa nação’. Isso expressa muito bem a ideia de uma jornada do ‘eu’ para o ‘nós’, um movimento de ascensão até o topo. Nós somos a América. No final, ela é a nossa nação”, diz Billie, lembrando que os Obama tiveram grande participação no projeto — com Michelle reforçando sempre a importância da ideia de inclusão, acolhimento e diversão.
O paisagismo desenvolvido por Michael Van Valkenburgh Associates ampliou o Jackson Park em 1,5 mil hectares, instalando 507 painéis solares, um parque infantil, pistas para caminhadas e áreas adaptáveis para deslizar na neve no inverno.
Foram plantadas 900 novas árvores, quase 200 mil plantas perenes e 5 mil tulipas doadas pelo consulado holandês em homenagem ao presidente. Ainda há uma horta, lembrando a iniciativa de alimentação saudável que Michelle levou à Casa Branca.
O centro abriga 30 obras comissionadas a 28 artistas. Entre eles, Maya Lin, conhecida por obras como o Memorial dos Veteranos do Vietnã, em Washington, D.C., e por incorporar a água como elemento essencial em suas criações.
No Obama Presidential Center, ela ficou responsável pela escultura da área Ann Dunham Water Terrace, dedicada à mãe do ex-presidente, falecida em 1995, e instalada no lado de fora. De todos os espaços do centro, Obama imagina que o canto predileto de sua mãe teria sido o de um banco em meio a um jardim. E assim foi.